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Energia

Enel descarta vender ativos no país e quer investir mais

11/11/2009 | 11h14
A visita ao Brasil durou apenas dois dias, mas foi suficiente para o presidente do conselho de administração da italiana Enel, quinta maior companhia de energia do mundo, Piero Gnudi, dar seu recado. A empresa não vai vender a Coelce, nem a Ampla, nem seus ativos de geração que estão sob o guarda-chuva da Endesa no Brasil. Pela primeira vez ele falou publicamente desde que a Enel adquiriu a parte da Acciona na empresa espanhola e declarou: “Um dos motivos de termos ampliado nossa participação na Endesa foi justamente os ativos da América Latina” , disse. “Nossa intenção não é vender e sim crescer”, afirmou.
 
Depois de ter pago € 8,2 bilhões e mais alguns ativos de energia renovável de 2.100 MW pela parte da espanhola Acciona na Endesa, a Enel não tem neste momento um plano de investimento com valor definido para o Brasil. Sabe apenas que irá participar do leilão de energia eólica que será realizado neste ano. Além disso, a empresa tem uma dívida de € 54 bilhões, um valor elevado face ao seu resultado operacional, de € 12,5 bilhões de janeiro a setembro deste ano. A receita no período atingiu € 45,7 bilhões.
 
A meta é reduzir essa dívida para € 45 bilhões e a intenção é fazer isso com a geração de caixa das suas empresas, espalhadas no mundo em 23 países. Outra alternativa, que aguarda o melhor momento do mercado, é o lançamento de ações de sua subsidiária de energia renováveis, a Enel Green Power. Mas a redução dessa dívida não será feita com a alienação dos ativos brasileiros, garantiu o chairman da Enel, refutando todas as especulações sobre a venda para outros grupos no país da área de distribuição brasileira operada pela Endesa.
 
A oferta de ações da empresa de energia renovável virá na esteira da reunião neste fim de ano em Copenhagem, Dinamarca, sobre a questão climática global. “Não importa o resultado da reunião, a direção certa é para a redução da emissão de CO2. A ideia é vender até 30% da empresa e com isso captar entre € 2 bilhões e € 3 bilhões.
 
 
 
Gnudi falou exclusivamente ao Valor depois de ter ouvido o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva no fórum empresarial Brasil-Itália, em São Paulo. E se mostrou entusiasmado com as oportunidades que o país apresenta. “O discurso que ouvimos hoje aqui me pareceu o discurso de um grande líder”, afirmou. “O presidente Lula disse que é do interesse da economia que a classe pobre tenha mais renda e que temos que pensar que não são só os americanos que consomem”.
 
Dentro dessa expectativa de crescimento de 5% no PIB, o chairman da gigante italiana destacou que o país vai precisar de mais energia e, por isso, o foco da empresa no Brasil é crescer em geração. Hoje, com uma hidrelétrica – Cachoeira Dourada, em Goiás, e uma térmica no Ceará – tem capacidade instalada de 1,1 mil MW. “Quando a crise terminar, os pólos de desenvolvimento no mundo vão se mudar para a América do Sul e no Oriente”, afirmou Gnudi. “Por essa razão, é importante para uma empresa com foco internacional estar na América do Sul.”
 
Na região, a Endesa é dona de geradoras com capacidade instalada de 16 mil MW, com destaque para Chile, Argentina, Colômbia e Peru. A América Latina representa hoje 50% do lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) da Endesa. A operação brasileira, 25% – são duas distribuidoras (Ampla, no Rio, e Coelce, no Ceará), a geradora Endesa Cachoeira e a térmica Endesa Fortaleza e em transmissão e comercialização a Cien, no Sul.
 
A Enel já está no Brasil desde o início dos anos 2000, quando ainda era dona do negócio de linhas de transmissão na Itália, hoje nas mãos da Terna. Foi a Enel que construiu os primeiros ativos da Terna por aqui, neste ano vendidos à Cemig. Depois disso, em 2007, a Enel comprou a Endesa na Espanha junto com a Acciona, uma construtora espanhola. Mas neste ano, com a crise financeira e uma dívida atrelada à performance de suas ações na bolsa de valores, a Acciona decidiu se desfazer de sua participação. Com isso, a Enel passou a controlar toda a companhia, que tem capacidade instalada de geração no mundo de 95 mil MW.
 
Fora a Endesa, a Enel tem ainda no país cerca de 20 pequenas centrais hidrelétricas (PCH) com capacidade de geração de 92 MW de energia. Hoje, Gnudi está de partida para o Chile, onde a Endesa tem uma grande operação e pretende investir na geração geotérmica.


Fonte: Valor Econômico
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