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Energia

Eletrosul avança na área em geração

20/10/2009 | 09h57

Desde 2004, quando foi excluída do Plano Nacional de Desestatização e voltou a poder investir em geração de energia, a Eletrosul - subsidiária do grupo Eletrobrás - se tornou dona ou sócia de hidrelétricas em construção que terão capacidade de gerar cerca de quatro mil megawatts (MW) de energia. Está incluído neste portfólio a usina de Jirau, na qual tem 20% da sociedade. A meta agora é investir em projetos eólicos e solares.

 

Todos esses investimentos estão sendo feitos sem deixar os grandes projetos de transmissão de lado. A empresa vai construir o linhão que vai ligar as usinas do rio Madeira a São Paulo, junto com Eletronorte e Abengoa, e sozinha vai erguer a subestação de Porto Velho (RO), que vai requerer mais de meio bilhão de reais em investimentos.

 

Diferentemente do que ocorreu no leilão das hidrelétricas, o das linhas de transmissão do Madeira já foi realizado dentro da nova estratégia da Eletrobrás, segundo informa o presidente da Eletrosul, Eurides Luiz Mescolotto. Ou seja, no leilão de transmissão as empresas do sistema Eletrobrás não competiram entre si. Mescolotto conta que o leilão das usinas do Madeira foi a fase de transição deste processo, que pode ou não se consolidar na licitação da hidrelétrica Belo Monte. O executivo acredita que o ideal é que a Eletrobrás centralize as decisões porque a competição entre empresas do mesmo grupo é um processo de canibalização.

 

O Ministério de Minas e Energia (MME) vai publicar nesta semana portaria que estabelecerá a forma como a Eletrobrás participará do leilão. E integrantes do governo defendem a ideia de que as empresas do grupo possam participar separadamente e assim garantir a competição do leilão. "Poderá ter disputa entre as empresas do grupo, mas isso vai passar pela Eletrobrás", diz Mescolotto. "A taxa de retorno aceitável, por exemplo, quem decide é a Eletrobrás".

 

A ideia de centralizar as decisões na holding tem também uma função econômica importante, segundo Mescolotto. Assim é possível comprar material em conjunto, fazer intercâmbio entre pessoas e com isso conseguir cortar custos.

 

No projeto das linhas de transmissão do Madeira, a otimização de custos foi feita separando o consórcio que era formado por Abengoa, Eletronorte e Eletrosul. Alguns benefícios fiscais da região só poderiam ser concedidos para empresas e não Sociedades de Propósito Específico (caso do consórcio). Foi assim que foi determinado que a Eletrosul construisse sozinha a subestação de Porto Velho, que será a maior subestação da empresa, que hoje detém 60 outras. A Eletronorte vai construir as estações conversoras em Porto Velho e Araraquara. O consórcio se manteve para a construção do linhão propriamente dito.

 

Além dos projetos no Madeira, a Eletrosul constrói hoje em parceria com a Copel uma usina de 360 megawatts no Paraná, além de usinas no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Outras dez pequenas centrais hidrelétricas estão sendo feitas em Santa Catarina, com potencial de 142 MW. Só em transmissão, a empresa é dona de 11.300 quilômetros de linhas e 23 mil torres.

 

O próximo passo da empresa é intensificar investimentos na área de geração de energias alternativas. Para isso pretende participar do leilão de eólica que será realizado pelo governo federal ainda este ano. Outro projeto da empresa é focar também na área de energia solar. Em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Eletrosul já conversa com os administradores dos estádios onde serão realizados os jogos da Copa do Mundo de 2014 para a instalação de placas solares na cobertura e assim permitir que os estádios gerem sua própria energia. Um dos caminhos para baratear o equipamento necessário para o projeto é usar a tecnologia hoje desenvolvida em outra universidade, a PUC do Rio Grande do Sul.

 

O projeto já começou em casa mesmo. A empresa já tem um projeto dentro de seu próprio prédio, em que a cobertura de um dos estacionamentos de bicicletas gera energia solar e hoje supre 20% do que é consumido pelo prédio. A ideia agora é, com o apoio do banco de desenvolvimento alemão que vai palicar € 3 milhões a fundo perdido, instalar placas solares em toda cobertura do prédio onde está instalada, em Florianópolis. A perspectiva é já no próximo ano gerar cerca de 1,2 GW de megawatts solares, energia suficiente para suprir a necessidade de 400 residências.



Fonte: Valor Econômico
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