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Rio 5

Eletrobrás investirá R$ 160 milhões em desenvolvimento de energia renovável

15/02/2005 | 00h00

A Eletrobrás investirá este ano R$ 160 milhões em projetos de desenvolvimento de tecnologia renovável, a serem conduzidos em parceria com universidades e institutos de pesquisa. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo diretor de Projetos Especiais e Desenvolvimento Tecnológico e Industrial da Eletrobrás, Aloísio Vasconcelos, durante a abertura do Rio 5, evento internacional sobre clima e energia realizado no Hotel Glória do Rio de Janeiro. A expansão da capacidade de geração e transmissão da estatal receberá neste ano investimento de R$ 5,2 bilhões.

Segundo Vasconcelos, os trabalhos de pesquisa terão ênfase na geração de energia a partir da luz solar, mas ainda não foi firmado nenhum convênio pela estatal. "Esse trabalho faz parte da diretriz da Eletrobrás de buscar parcerias tanto no setor público quanto privado no desenvolvimento de novas tecnologias". O diretor destacou entre as atividades coordenados pela empresa o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que mantém três pequenos núcleos de geração de energia hidrelétrica, eólica e biomassa, cada com capacidade de 1.100 megawattz.

O programa Luz Para Todos, que tem como meta fornecer energia elétrica a 100% dos lares brasileiros nos próximos oito anos, também poderá incluir projetos semelhantes. O programa, orçado em R$ 7,5 bilhões, tem suas ações direcionadas principalmente nas regiões Norte e Nordeste. "Estudamos a possibilidade de também serem incluídas fontes alternativas em algumas localidades, também como parte desse programa", explicou Vasconcelos.

Também está sendo realizada no mesmo local do Rio 5 a Feira Latino-Americana de Energia Renovável (Laref 2005), que reúne expositores de vários países. Entre eles está a espanhola Isofotón, especializada no desenvolvimento de soluções de energia solar. O diretor comercial da empresa, Javier Gorbeña, disse que o setor vem conseguindo reduções de custos da ordem de 10% a cada ano, mas esse trabalho vem encontrando dificuldades com a escassez de silício, uma das principais matérias-primas dos painéis solares utilizados pelo sistema. "Se não fosse esse problema, essa redução de custos poderia ser ainda maior. Mesmo assim, posso dizer que, com a tecnologia atual, a energia solar é uma fonte confiável e que está em expansão no mundo, graças a demandas de países como Japão, Alemanha e Itália", disse o executivo.

O professor e prêmio Nobel, Martin Green, da universidade australiana de New South of Wales, disse que já existem tecnologias mais modernas para fabricação das células solares que podem resolver a escassez do silício. A principal inovação tecnológica foi apresentada pelo cientista como "thin film" (filme fino), que é feito de um material a base de vidro e fibra de vidro, que é menos pesado, é mais leve e ocupa menos espaço que os painéis atuais de captação de energia solar.

Green questionou o argumento normalmente usado para comprovar a inviabilidade de energia solar. "A energia gerada a partir do carvão, por exemplo, é mais barata hoje porque ganhou escala e foi se desenvolvendo. O mesmo pode perfeitamente acontecer com a energia solar, com a vantagem de ser bem menos poluente", comparou o cientista.



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