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Planejamento

Eletrobras define plano e dá prioridade à geração limpa

18/08/2010 | 10h19
O plano do governo federal de tornar a Eletrobras uma "Petrobras do setor elétrico" começa a tomar forma com os trabalhos que a estatal está desenvolvendo para divulgar até o final de outubro o seu primeiro Plano de Negócios, que deverá abranger o período entre 2011 e 2015. A linha mestra desse planejamento apontará para investimentos em geração limpa, principalmente eólica e hidráulica pelo Brasil por meio de leilões e na América do Sul, região onde há problemas de falta de capacidade de geração de energia. O fato é encarado como uma oportunidade de investimento já que o capital privado está afastado de grandes empreendimentos.

Dentre os dados que a estatal planeja incluir nesse plano estão as metas, indicadores de eficiência operacional e os potenciais investimentos que pretende realizar nos próximos anos. Segundo Luiz Figueira, superintendente da Coordenação Geral da Presidência da Eletrobras, a companhia tentará detalhar premissas como preços de energia, nível de alavancagem e custos de captação. Assim como a Petrobras faz, esse plano poderá ser revisto anualmente para adequar os valores indicados no documento.

Analistas ouvidos pelo DCI avaliam que essa iniciativa de estabelecer em um documento essas metas e premissas trata-se de uma evolução da sempre criticada governança corporativa da Eletrobras. Para o analista do setor elétrico da Ágora Corretora, Filipe Acioli, não é somente a adoção de um plano que melhora a percepção do mercado quanto a empresa, ele classificou como "avanço importante" o reconhecimento da questão dos dividendos atrasados.

Para o analista do BTG Pactual, Gustavo Gatass, um planejamento pode ajudar a melhorar a imagem da empresa desde que a consolidação desses dados seja feita de forma a direcionar objetivamente as ações da companhia, pois em sua análise, as metas apresentadas até o momento "foram mais subjetivas do que quantitativas".

Saneamento

Outros pontos que apontam para a organização do balanço da Eletrobras é a provável finalização do processo de capitalização da empresa por meio do chamado Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (Afac) que é uma conta computada no balanço da Eletrobras. O trâmite para a conversão do aporte de R$ 4,8 bilhões feito pelo Tesouro na empresa em 2002 está próximo do fim e depende de um decreto da presidência, que segundo expectativa de Figueira, deverá ser publicado ainda este ano.

Além disso, explicou ontem em teleconferência para analistas o diretor de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Armando Casado, "no balanço do segundo trimestre está consolidado um crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços no valor de R$ 1,375 bilhão como gastos com a produção de energia de acordo com a lei 12.111". Outro valor que deverá começar a ser reconhecido nos números da Eletrobras são as perdas de Furnas com a compra de energia da Eletronuclear que está estimada em R$ 300 milhões.

O economista Nivalde Castro, do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do Instituto de Economia da UFRJ, confirma a impressão de mercado e afirma que o fortalecimento da holding é positivo para o setor elétrico, principalmente nos grandes empreendimentos como o de Belo Monte. Um exemplo disso foi dado pelo próprio Casado, além de deter 49,98% do empreendimento (em parceria com a Chesf e a Eletronorte), a Eletrobras garantiu a compra da energia da usina no rio Xingu destinada ao mercado livre por R$ 130 MWh. A meta, disse ele, é a de garantir a concessão do financiamento da obra.

"A gente garantiu a compra de energia, essa é uma operação normal do mercado, assim como a Cemig fez com Jirau. Pretendemos colocar essa energia no mercado", concluiu Casado.

Por sua vez, Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) disse que o fortalecimento da Eletrobras caminha para uma reestatização do setor elétrico, principalmente se a vitória nas eleições presidenciais ficar com Dilma Rousseff. Para ele, o processo de internacionalização da empresa preocupa, pois não há uma direção clara para onde a empresa deverá seguir. "Até agora vejo mais a preocupação de atender um projeto político do que para retorno ao acionista".

O plano do governo federal de tornar a Eletrobras uma "Petrobras do setor elétrico" começa a tomar forma com os trabalhos que a estatal está desenvolvendo para divulgar até o final de outubro o seu primeiro Plano de Negócios, que deverá abranger o período entre 2011 e 2015. A linha mestra desse planejamento apontará para investimentos em geração limpa, principalmente eólica e hidráulica pelo Brasil por meio de leilões e na América do Sul, região onde há problemas de falta de capacidade de geração de energia. A estratégia é encarada como uma oportunidade de investimento, já que o capital privado está afastado de grandes empreendimentos.

O plano do governo federal de tornar a Eletrobras uma "Petrobras do setor elétrico" começa a tomar forma com os trabalhos que a estatal está desenvolvendo para divulgar até o final de outubro o seu primeiro Plano de Negócios, que deverá abranger o período entre 2011 e 2015. A linha mestra desse planejamento apontará para investimentos em geração limpa, principalmente eólica e hidráulica pelo Brasil por meio de leilões e na América do Sul, região onde há problemas de falta de capacidade de geração de energia. A estratégia é encarada como uma oportunidade de investimento, já que o capital privado está afastado de grandes empreendimentos.

Dentre os dados que a estatal planeja incluir nesse plano estão as metas, indicadores de eficiência operacional e os potenciais investimentos.



Fonte: DCI
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