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Energia

Duke Energy em processo de reestruturação no País

16/10/2009 | 09h43
A americana Duke Energy, terceira maior geradora privada do Brasil, está reestruturando suas operações no País. O processo começou em julho passado, e fontes do mercado afirmam que o movimento culminará com o retorno do atual presidente da companhia, Mickey Peters, aos Estados Unidos ainda este ano. Enquanto um novo presidente não é escolhido para comandar os ativos brasileiros, segue a dúvida no mercado sobre os objetivos da operação: preparar o terreno para a saída da Duke do Brasil ou se reorganizar para retomar a expansão no setor.


A reestruturação teve início quando, em julho, Andrea Elisabeth Bertone assumiu a presidência da Duke Energy Internacional, à qual a operação brasileira é subordinada. Andrea era diretora Jurídica e de Assuntos Governamentais da Duke no Brasil, cargo do qual se desligou em agosto. Desde então, uma série de mudanças foram promovidas na gestão da empresa no País. Entre elas, a eliminação de postos gerenciais e a extinção de diretorias. Segundo uma fonte, a área de operação, por exemplo, perdeu o status de diretoria e se tornou uma gerência subordinada à diretoria comercial, hoje comandada por Alcides Casado.


Os funcionários perceberam os efeitos da reestruturação administrativa ao final de agosto. No dia em que a Duke realizou o 20° Encontro de Negócios, em 20 de agosto, alguns empregados que exerciam funções gerenciais foram demitidos. "No dia seguinte, recebíamos telefonemas de ex-funcionários se colocando à disposição", revela a fonte. Além disso, a empresa também mantém aberto um programa que oferece condições vantajosas aos empregados que optarem por sair espontaneamente, benefício que se estende aos cargos de diretoria. A expectativa é de que alguns dos atuais diretores deixem a companhia até o final do ano.


Nesse contexto, uma das principais mudanças é a saída de Peters da presidência da empresa no Brasil, cargo que ocupa desde junho de 2004 depois de ter comandado os ativos da Duke no Peru e Equador. Segundo a fonte, o processo de escolha do substituto do executivo já está em curso e a expectativa é de que a empresa seja liderada por um brasileiro. A aposta do mercado é que o perfil do escolhido para ocupar essa posição determinará os rumos da Duke no Brasil. "Se for uma pessoa ligada a banco, a reestruturação é para organizar a venda dos ativos. Se for alguém ligado ao setor elétrico, é para retomar a expansão", afirma a fonte.



GESTÃO CORPORATIVA. Na prática, um dos novos desafios do futuro presidente da Duke no País será o de implementar uma nova cultura de gestão corporativa. Com a reorganização, as diretorias serão diretamente subordinadas à matriz americana. "A presidência terá funções administrativa e executiva, mas as decisões virão da matriz nos Estados Unidos", explica a fonte. Na prática, o novo presidente terá a missão de adaptar, à realidade brasileira, as diretrizes mundiais da matriz americana.


Com um parque gerador de 2,3 mil MW de capacidade, a Duke está presente no Brasil desde 1999, ano em que comprou, pelo valor de R$ 1,26 bilhão, a Cesp Paranapanema, no processo de privatização conduzido pelo Estado de São Paulo. Desde então, porém, os investimentos da empresa se limitaram à modernização de suas oito hidrelétricas, localizadas entre os estados do Paraná e São Paulo. Só mais recentemente, ao final de 2007, a empresa decidiu investir na construção de duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) em São Paulo, que somam 32 MW.


Diante disso, o entendimento das fontes do mercado é de que, de fato, as operações da Duke demandavam uma reorganização para se tornarem mais enxutas e eficientes. "A estratégia não se configurou como originalmente previsto. A empresa não tinha uma demanda de atividades para a estrutura que tinha", afirma uma das fontes.
 
 
A posição de segurar os investimentos no País é creditada, em grande parte, ao histórico conservadorismo da matriz americana - o lado positivo desse perfil ficou visível na crise. Enquanto as ações das elétricas americanas patinavam na Bolsa de Nova York, os papéis da Duke Energy se mantiveram em um patamar estável. Em diversas oportunidades, Peters condicionou a retomada dos planos de expansão no País à recuperação do capital investido na compra da Cesp.


Fonte: Jornal do Commercio
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