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Macroeconomia

Desempenho da indústria trava retomada da economia no 4º tri

16/01/2014 | 10h24

 

O comportamento fraco da indústria anulou perspectivas de recuperação um pouco mais pronunciada da atividade nos últimos três meses de 2013 e deve ter sustentado mais um período de baixo crescimento da economia, na avaliação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).
Na edição de janeiro do Boletim Macro, a ser divulgada hoje pelo Ibre, os pesquisadores da entidade cortaram de 0,8% para 0,6% a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado, feito o ajuste sazonal. Caso esse desempenho seja observado, a reação seria quase nula em relação ao trimestre anterior, quando o PIB encolheu 0,5%. Na média anual, de acordo com o Ibre, 2013 terminou com crescimento de 2,3%.
Segundo Silvia Matos, coordenadora técnica do boletim, a expectativa de que a indústria extrativa mineral voltasse a crescer com mais força de outubro a dezembro não se concretizou. No setor de transformação, frustrações em relação à demanda doméstica e a perda de fôlego de segmentos ligados aos investimentos parecem ter levado a uma variação negativa da produção. "Foi um fim de ano muito fraco, que também traz consequências para 2014", disse.
As sondagens industriais da Fundação Getulio Vargas mostram, de acordo com Silvia, que o empresariado saiu de uma situação de "pessimismo exagerado" e conseguiu ajustar parte de seu acúmulo de estoques, o que poderia gerar uma percepção mais favorável para a produção no início de 2014. Como, no entanto, os ramos de bens de capital e de bens de consumo duráveis devem pisar no freio nos próximos meses, tudo indica que a indústria vai entrar o ano em ritmo ainda moderado.
No caso dos bens de capital, a economista do Ibre lembra que o primeiro trimestre de 2013 foi impulsionado pela volta ao normal da produção de caminhões, influência que não estará mais presente este ano. Já para os bens duráveis, Silvia afirma que o principal impacto negativo deve vir do setor automotivo, em função da recomposição parcial das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos a partir de janeiro.
Para a coordenadora do Boletim Macro, a indústria de transformação até pode se beneficiar de um patamar mais depreciado da taxa de câmbio ao longo de 2014, mas esse não seria um fator totalmente positivo para o setor, já que o longo período de real valorizado levou vários segmentos a se tornarem importadores de insumos. Silvia observa também que os investimentos em capital fixo são prejudicados quando o dólar sobe, porque parte considerável do maquinário consumido no Brasil vem do mercado externo.
Mesmo em 2013, ano em que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF)aumentou 6,3% nas estimativas do Ibre, Silvia destaca que a recuperação dos investimentos foi totalmente concentrada no primeiro semestre e puxada por questões temporárias. Após o tombo de 2,2% da formação bruta na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a economista avalia, por ora, que esse componente da demanda ficou praticamente estagnado nos últimos três meses do ano.
Calculado pelo Ibre, o Indicador Mensal do Investimento (IMI), que tenta antecipar a evolução mensal da formação de capital físico, caiu 0,5% no trimestre encerrado em novembro, em relação aos três meses imediatamente anteriores, com ajuste sazonal. Na opinião da coordenadora do boletim, a perda de ímpeto dos investimentos na segunda metade do ano reflete uma "certa frustração" com o nível de demanda doméstica e, também, a estagnação do nível de utilização da capacidade ins da indústria.
Como, em 2014, o setor manufatureiro deve ter desempenho parecido à média de 2013, com crescimento pouco expressivo, Silvia afirma que a parte de infraestrutura será o único destaque positivo para os investimentos ao longo do ano, devido à Copa do Mundo e às concessões. Apesar dessa ajuda, ela prevê que formação bruta vai se elevar em apenas 2,8% no ano, projeção já sob viés de baixa.

O comportamento fraco da indústria anulou perspectivas de recuperação um pouco mais pronunciada da atividade nos últimos três meses de 2013 e deve ter sustentado mais um período de baixo crescimento da economia, na avaliação do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Na edição de janeiro do Boletim Macro, a ser divulgada hoje pelo Ibre, os pesquisadores da entidade cortaram de 0,8% para 0,6% a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado, feito o ajuste sazonal. Caso esse desempenho seja observado, a reação seria quase nula em relação ao trimestre anterior, quando o PIB encolheu 0,5%. Na média anual, de acordo com o Ibre, 2013 terminou com crescimento de 2,3%.

Segundo Silvia Matos, coordenadora técnica do boletim, a expectativa de que a indústria extrativa mineral voltasse a crescer com mais força de outubro a dezembro não se concretizou. No setor de transformação, frustrações em relação à demanda doméstica e a perda de fôlego de segmentos ligados aos investimentos parecem ter levado a uma variação negativa da produção. "Foi um fim de ano muito fraco, que também traz consequências para 2014", disse.

As sondagens industriais da Fundação Getulio Vargas mostram, de acordo com Silvia, que o empresariado saiu de uma situação de "pessimismo exagerado" e conseguiu ajustar parte de seu acúmulo de estoques, o que poderia gerar uma percepção mais favorável para a produção no início de 2014. Como, no entanto, os ramos de bens de capital e de bens de consumo duráveis devem pisar no freio nos próximos meses, tudo indica que a indústria vai entrar o ano em ritmo ainda moderado.

No caso dos bens de capital, a economista do Ibre lembra que o primeiro trimestre de 2013 foi impulsionado pela volta ao normal da produção de caminhões, influência que não estará mais presente este ano. Já para os bens duráveis, Silvia afirma que o principal impacto negativo deve vir do setor automotivo, em função da recomposição parcial das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos a partir de janeiro.

Para a coordenadora do Boletim Macro, a indústria de transformação até pode se beneficiar de um patamar mais depreciado da taxa de câmbio ao longo de 2014, mas esse não seria um fator totalmente positivo para o setor, já que o longo período de real valorizado levou vários segmentos a se tornarem importadores de insumos. Silvia observa também que os investimentos em capital fixo são prejudicados quando o dólar sobe, porque parte considerável do maquinário consumido no Brasil vem do mercado externo.

Mesmo em 2013, ano em que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF)aumentou 6,3% nas estimativas do Ibre, Silvia destaca que a recuperação dos investimentos foi totalmente concentrada no primeiro semestre e puxada por questões temporárias. Após o tombo de 2,2% da formação bruta na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a economista avalia, por ora, que esse componente da demanda ficou praticamente estagnado nos últimos três meses do ano.

Calculado pelo Ibre, o Indicador Mensal do Investimento (IMI), que tenta antecipar a evolução mensal da formação de capital físico, caiu 0,5% no trimestre encerrado em novembro, em relação aos três meses imediatamente anteriores, com ajuste sazonal. Na opinião da coordenadora do boletim, a perda de ímpeto dos investimentos na segunda metade do ano reflete uma "certa frustração" com o nível de demanda doméstica e, também, a estagnação do nível de utilização da capacidade ins da indústria.

Como, em 2014, o setor manufatureiro deve ter desempenho parecido à média de 2013, com crescimento pouco expressivo, Silvia afirma que a parte de infraestrutura será o único destaque positivo para os investimentos ao longo do ano, devido à Copa do Mundo e às concessões. Apesar dessa ajuda, ela prevê que formação bruta vai se elevar em apenas 2,8% no ano, projeção já sob viés de baixa.



Fonte: Valor Econômico
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