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Energia

Cronograma descasado de Teles Pires força compra no mercado livre

13/12/2010 | 09h41
Um descasamento entre o cronograma da entrada em operação da primeira máquina da usina de Teles Pires e da data de entrega da energia vai forçar uma demanda de cerca de 780 MW de energia no mercado livre em 2015.
 
 
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) exige que os empreendedores que vencerem o leilão entreguem a energia em janeiro, apesar de o cronograma prever a entrada escalonada das turbinas, com a previsão de início da geração para abril daquele ano. Se os empreendedores conseguirem comprar energia a R$ 100 o MWh, os contratos ficariam em torno de R$ 400 milhões.
 
 
É a primeira vez que o cronograma oficial fica descasado em um leilão de energia nova do governo federal e a preocupação gira em torno do prazo curto com que Teles Pires terá que ser construída. Os leilões de hidrelétricas costumam prever um prazo médio de construção de cinco anos, mas como Teles Pires será leiloada em dezembro, esse prazo cai para quatro anos, ficando mais apertada uma possível antecipação da geração.
 
 
A hidrelétrica de Teles Pires a ser construída em Mato Grosso terá capacidade de gerar mais de 1.800 MW de energia e tem uma potência de 915 MW. Pelo menos 85% dessa potência precisa ser vendida para o mercado cativo, atendido pelas distribuidoras de energia e por isso a obrigação de que 777 MW sejam entregues a partir de janeiro de 2015.
 

Apesar de Teles Pires ser considerada um grande projeto, não se equivale às hidrelétricas do Madeira ou Belo Monte. O consultor da PSR, José Rosenblatt, explica que no caso destes outros projetos o escalonamento da entrada em operação das máquinas excedeu um ano. Neste leilão, entretanto, em seis meses todas as turbinas devem entrar em operação e por isso a regra previu o suprimento a partir de janeiro. "Não existe expectativa de que esse fato interfira no suprimento físico, mas perturba o mercado livre", diz Rosenblatt.
 

O presidente da Associação dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Paulo Pedrosa, diz que certamente esse movimento gera pressão de preços no mercado livre, mesmo que no curto prazo. Se houvesse maior sinergia entre o mercado livre e o cativo, isso não seria problema, segundo Pedrosa. A proposta dele seria que consumidores e distribuidoras pudessem leiloar ou comprar energia que lhes sobra ou falte a cada mês. "O que acontece em Teles Pires é que estamos duplamente em desvantagem: não podemos comprar energia no leilão e ainda vamos pagar mais caro", diz Pedrosa.
 

A competição no leilão da usina de Teles Pires promete ser bastante acirrada. O preço-teto do leilão está em R$ 87 o MWh e um importante executivo de uma grande construtora diz que o valor da obra se encaixa na tarifa, diferentemente do que as construtoras alegavam em Belo Monte. A expectativa é de que os investimentos girem em torno de R$ 5 bilhões e quatro consórcios devem disputar a usina. A CPFL Energia e a Cemig , junto com as construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, fecharam negócio na sexta-feira para irem juntas ao leilão. A CPFL foi preterida no processo de escolha de sócios aberto pela Eletrobras.
 

As subsidiárias da estatal federal Eletronorte e Chesf vão ser sócias da GDF Suez, que terá como construtoras a Queiroz Galvão e OAS. Já Furnas e Eletrosul serão sócias da Neoenergia e Odebrecht, que também será a construtora desse consórcio. As subsidiárias da Eletrobras, entretanto, não vão definir a tarifa de competição de seus grupos. As empresa apenas apresentaram a rentabilidade mínima exigida que gira em torno de 8%.
 
 
Outro grupo que vai ao leilão é liderado pela Copel. A empresa portuguesa não confirmou a informação, mas tampouco negou. Para hoje é esperada ainda a liberação da licença prévia pelo Ibama, pois só assim a usina poderá ser leiloada na sexta-feira. Com o descasamento de cronogramas, terá mais vantagem no leilão as geradoras que têm energia descontratada em 2015 e podem ajustar contratos. De qualquer forma, é um grande lote de energia a ser comprometida no projeto se não for possível a antecipação.


Fonte: Valor Econômico
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