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Eletricidade

CPFL está próxima de fechar acordo para comprar Elektro

02/09/2010 | 08h59

A venda dos ativos da AEI Energy (Ashmore Energy International) na América Latina, entre eles a distribuidora de energia Elektro, avaliados entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões, está muito próxima de ser fechada. As negociações caminham para um grande acordo entre a CPFL Energia e a AES Corp. Fontes próximas ao alto escalão da AEI, que fica em Houston, nos Estados Unidos, contam que a tendência é que a CPFL compre a Elektro e a AES faça uma troca de ações e fique com os restante dos ativos no continente, entre eles gasodutos, plantas de geração e uma distribuidora de energia na Argentina.

Pelo acordo que está sendo costurado, a AES Corp abriria mão da Elektro em troca de um arranjo político e jurídico que faria com que a CPFL, que tem a simpatia do governo federal, desistisse de comprar a Eletropaulo. Assim estaria aberto o caminho para finalmente a BNDESPar vender sua parte na Brasiliana e deixar com que a AES assuma o direito de preferência na operação. Politicamente, o acordo é visto como possível pela percepção de que pode estar havendo uma melhora na relação da agora candidata Dilma Rousseff com a empresa dos americanos da AES.

Neste ano, a empresa resolveu as pendengas que tinha com o BNDES quando vendeu a fatia na Cemig para a Andrade Gutierrez, que assumiu a dívida da empresa. A AES também tem buscado se aproximar do governo. No primeiro programa eleitoral na televisão de Dilma, entre os amigos que prestaram depoimento a favor da candidata estava o diretor de operações da AES Eletropaulo, Sidney Simonaggio, que assumiu o cargo há cerca de seis meses pelas mãos do presidente da AES no Brasil, Britaldo Soares.

A expectativa é que até o fim da semana a AEI já tenha alguma decisão. A empresa abriu um processo de concorrência para a venda de seus ativos e a Neoenergia e a Cemig ainda estão na disputa. Mas a proposta que envolve a CPFL e a AES é uma das mais promissoras porque a AEI só venderá a Elektro em um pacote que envolva a venda de todos os seus ativos que estão espalhados pelo Brasil, Argentina e Bolívia. E há alguns ativos considerados problemáticos, como a termelétrica movida a gás natural de 480 MW em Cuiabá, no Mato Grosso, e tem problemas de fornecimento de combustível.

Para a CPFL, o interesse é apenas na distribuidora de Campinas pela sinergia que será possível obter com as atuais operações. Somente a Elektro deve custar em torno de R$ 4,5 bilhões segundo relatório do Banco Santander e que aponta a CPFL como a empresa que tem maior capacidade de ser a consolidador do setor de distribuição. Já para a AES os ativos da Ashmore acabam sendo complementares ao seu atual portfólio na América Latina, que conta inclusive com gasodutos.

A Neoenergia fez também uma proposta agressiva, segundo fontes próximas ao negócio, impulsionada pelo apoio da espanhola Iberdrola. Os espanhóis estão agressivos em seus investimentos no Brasil desde que vislumbraram a possibilidade de perderem poder na Neoenergia - sociedade dividida com a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. A questão é que a Previ também é uma das principais sócias da CPFL, possui alta concentração no setor e terá, em algum momento, de vender algum ativo de energia.

Neste ano, a Iberdrola já foi grande apoiadora da entrada da Neoenergia em Belo Monte e recentemente foi uma das maiores vendedoras de energia eólica no leilão de fontes alternativas. O objetivo da investida foi mostrar ao governo que está compromissada com o país. A empresa, entretanto, não tem boa imagem desde que em meio à crise internacional impediu a participação da Neoenergia em aquisições importantes, como a da transmissora Terna.

 



Fonte: Valor Econômico
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