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Investimento

CPFL compra térmicas a óleo diesel no Nordeste por R$ 310 milhões

11/11/2009 | 11h13
Ao divulgar seus resultados do terceiro trimestre hoje ao mercado, a CPFL Energia também vai anunciar a sua entrada na geração de energia termelétrica. A empresa adquiriu 51% de usinas movidas a óleo diesel já em construção no Nordeste do país e que terão capacidade de gerar 240 megawatt (MW). A empresa vai investir R$ 310 milhões nas duas usinas que devem entrar em operação já em outubro do próximo ano. O anúncio dos investimentos não vai parar por aí. A empresa também adquiriu uma usina movida a biomassa no Rio Grande do Norte, onde pretende investir R$ 127 milhões.
 
Mas a entrada na geração termelétrica é a grande novidade. O presidente da empresa Wilson Ferreira Júnior dizia há um ano que a empresa não tinha interesse nesse tipo de negócio e que seu foco era apenas geração hidráulica. “Mas eu dizia também que não teríamos interesse até o ponto em que o sistema necessitasse de ‘hedge’ [proteção] térmico”, disse ontem Ferreira Júnior.
 
O controle das duas usinas adquiridas agora pela CPFL pertenciam à DC Energética, empresa familiar que era dona de uma fábrica de cerâmica na Paraíba vendida para a Duratex. A Termonordeste e a Termoparaíba faziam parte da lista de termelétricas vendidas nos últimos leilões de energia nova do governo federal e que estavam com seu cronograma atrasado. Pelos dados da Aneel, faltava fechar os contratos de financiamento.
 
A geração térmica a partir de óleo representará 8% da capacidade de geração da empresa. As usinas de geração hidrelétrica vão passar a responder por 90% da capacidade da empresa de produzir energia cerca de 2% de biomassa. Neste ano, a empresa ainda pretende participar do leilão de energia eólica.
 
Os investimentos em novos tipos de geração são anunciados em um momento que a empresa está prestes a concluir sua última usina hidrelétrica em construção, a de Foz do Chapecó. Ao todo, o endividamento líquido da companhia chegou ao terceiro trimestre deste ano aos R$ 6,5 bilhões, cerca de R$ 850 milhões a mais do que no ano passado. Como 59% de sua dívida está atrelada ao CDI, a empresa teve redução de suas despesas financeiras, o que refletiu em seus resultados.
 
O lucro líquido da CPFL ficou em R$ 290 milhões, cerca de 16% menor do que no ano passado. Mas o resultado reflete uma despesa não recorrente com a revisão tarifária da CPFL Piratininga. Apesar da queda do lucro, mesmo com o efeito não recorrente, a CPFL teve um incremento de 13,2% em sua receita líquida, fechando em R$ 2,7 bilhões. Basicamente isso é reflexo dos fortes reajustes tarifários das distribuidoras da companhia no final do ano passado e início desse ano.
 
Mas o crescimento da receita não aconteceu na mesma proporção das despesas com encargos e compra de energia. Segundo Ferreira, estas despesas cresceram 27,9%. Na parte operacional, as despesas cresceram 4,4%.
 
Pela primeira vez nesse ano, a CPFL também está reportando uma queda nas vendas de energia. Foi pequena, de apenas 0,2%, e o número foi negativo, segundo Ferreira, em função da base de comparação. O terceiro trimestre do ano passado foi o auge do crescimento das vendas antes do início da crise financeira.


Fonte: Valor Econômico
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