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Energia

Copel mira usina em Santa Catarina

30/07/2010 | 10h24
Depois de entrar em São Paulo, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) tenta hoje marcar posição em Santa Catarina. A estatal, que há pouco menos de dois meses arrematou uma linha de transmissão e uma subestação em território paulista, deve brigar pela concessão da hidrelétrica de Garibaldi, no Rio Canoas, na região serrana catarinense. O projeto, de construção estimada em R$ 719,3 milhões, é um dos três que serão leiloados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a partir das 10 horas. Também serão licitadas as usinas de Ferreira Gomes, no Amapá, e Colíder, em Mato Grosso.


Quando pronta, Garibaldi terá potência de 177,9 megawatts (MW), metade da capacidade da hidrelétrica de Mauá, que a Copel constrói nos Campos Gerais em parceria com a estatal federal Eletrosul. Embora seja relativamente pequena, Garibaldi faz parte do mapa de expansão traçado pelo presidente da Copel, Ronald Ravedutti – no fim de maio, o executivo manifestou a intenção de repetir o consórcio com a Eletrosul para a disputa pela usina catarinense.


Até ontem à noite, no entanto, nenhuma das duas estatais confirmava uma nova dobradinha. E, se não disputarem o leilão lado a lado, muito provavelmente serão adversárias: a Eletrobras, controladora da Eletrosul, deixou claro nesta semana que fará o possível para arrematar as três hidrelétricas.


Viabilidade


Além de ser o mais próximo do Paraná, Garibaldi é tido como o empreendimento mais viável a ser ofertado hoje. “Ele está numa região muito mais simples, do ponto de vista da logística”, diz o analista João Carlos Mello, presidente da consultoria Andrade & Canellas. Mas, na avaliação dele, nenhum dos três projetos é muito atrativo do ponto de vista financeiro. O problema, segundo Mello, é a estimativa de custos feita pela Aneel – que estaria subestimada, o que já teria ocorrido em leilões anteriores, como o de Belo Monte, em abril.


O orçamento da usina serve de base para a definição da tarifa máxima da energia que ela vai gerar. Assim, se os custos reais da obra superarem as previsões, a venda de sua eletricidade pode não compensar o investimento. No caso de Garibaldi, o teto estabelecido pela Aneel é de R$ 133 por megawatt-hora (MWh), e vence o leilão quem oferecer o maior desconto sobre esse valor.


No leilão de sistemas de transmissão de 11 de junho, a Copel arrematou dois lotes oferecendo deságios de mais de 35%, em propostas tidas como ousadas. Nos próximos dois anos, a estatal vai investir R$ 270 milhões nesses projetos, que por 30 anos vão gerar receita anual próxima de R$ 23,2 milhões. A companhia argumentou que pôde oferecer tarifas mais baixas porque acordos com fornecedores reduziram seus custos. E lembrou que em projetos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – caso dos sistemas arrematados – as estatais têm financiamento facilitado. Isso pode ajudar na disputa por Garibaldi, que também faz parte do PAC.


Expansão
 

No fim de junho, a Copel encerrou sua política de descontos tarifários e aplicou o reajuste anual autorizado pela Aneel, o que elevou em cerca de 15% o valor da conta de luz. A empresa justificou as medidas com o argumento de que precisa fazer caixa para, entre outras coisas, investir na expansão dos sistemas de geração e transmissão.


Além de disputar concessões em leilões como o de hoje, a companhia atua em outras frentes. Em uma delas, está elaborando projetos básicos de 11 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e estudos de viabilidade de quatro usinas de médio porte, todas no Rio Piquiri, que cruza o Oeste do Paraná. São projetos que, no futuro, podem vir a ser executados pela própria empresa.



Fonte: A Gazeta do Povo (PR)
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