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Energia

Construtora do Bertin leva 10% da obra de Belo Monte

25/08/2010 | 09h19
A participação de cada uma das 11 empreiteiras no consórcio construtor da usina hidrelétrica de Belo Monte já está praticamente fechada. A grande surpresa ficou por conta da construtora do grupo Bertin, a Contern. Ela é uma das menores que estão na sociedade, em valor de faturamento, mas sozinha terá 10% da obra orçada em R$ 15 bilhões. Isto significará um salto de tamanho da empresa, que no ano passado faturou cerca R$ 400 milhões - cinco vezes menos do que a Galvão Engenharia, que também terá 10% da obra, ou quase 50 vezes menos do que a Odebrecht, que terá 16%.

Das grandes empreiteiras que não fazem parte da Sociedade de Propósito Específico Norte Energia, a Odebrecht e a Camargo Corrêa ficarão com 16% cada uma. A maior participação será da Andrade Gutierrez, com 18%. Além de Contern e Galvão com 10% cada, Queiroz Galvão e OAS terão este percentual.


As outras pequenas construtoras sócias do Norte Energia, como a Cetenco e a J. Malucelli ficaram com apenas 2% cada uma. A Serveng e a Mendes Junior terão 3% cada. Mas esta última poderá ficar de fora do consórcio por problemas cadastrais. A indefinição em torno da participação da Mendes Junior é que pode fazer com que os percentuais sejam alterados.

Segundo fontes ligadas ao consórcio construtor, a obra não será loteada e todas as participantes terão de fazer um arranjo único de mão de obra e equipamentos de construção. Da negociação com as empreiteiras, ainda falta definir como será registrado, em contrato, possíveis contingenciamentos nas escavações dos canais, que vão ligar as duas casas de força da hidrelétrica. Dependendo do tipo de rocha que for encontrado e da quantidade. O preço da obra pode ficar três vezes mais caro ou até mesmo mais barato se a rocha encontrada for a de maior facilidade de escavação.

A importância da participação das grandes construtoras na obra de Belo Monte, segundo fontes do governo, está no fato de elas terem estudado por anos os sítios na região do rio Xingú, onde a usina será erguida, e o projeto da hidrelétrica. Por esses motivos, juntas elas serão responsáveis por 50% da obra. Já a construtora do grupo Bertin, segundo as mesmas fontes, está sendo premiada pelo papel que o grupo teve no leilão realizado em abril. Depois que Camargo e Odebrecht desistiram de participar da disputa, foi o grupo que viabilizou o segundo consórcio.

O grupo Bertin conta hoje com grande patrimônio, mas está assumindo compromissos bilionários no setor de energia. Vai construir, por exemplo, duas dezenas de termelétricas, boa parte delas com o cronograma atrasado segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica. O contrato de construção dessas termelétricas também está com a Contern. Além disso, a Gaia Energia (também controlada pela Bertin) tem 9% da sociedade do Norte Energia como autoprodutor do empreendimento. A empresa, no entanto, deverá ficar com apenas 2% e o restante será negociado com outros autoprodutores.

Na parte de construção, a história da Bertin começou há 24 anos quando montou a Contern, basicamente para fazer obras para o próprio grupo. No ano passado, a empreiteira, que tinha apenas R$ 150 milhões em patrimônio líquido, recebeu um aporte de capital do grupo de R$ 630 milhões. Cerca de R$ 170 milhões em transferência de ativos e R$ 460 milhões referentes a uma fazenda localizada na cidade de Aripuanã, no Mato Grosso.

O poder de alavancar o capital da construtora é que dá o fôlego para que ela seja aprovada nas obras de grande porte. A experiência da construtora é pequena no setor de energia. Das grandes obras feitas para outros grupos, que não o Bertin, o destaque é a construção de uma ferrovia de 252 quilômetros para a ALL. Além de energia, é nas ferrovias que a Contern quer crescer e será uma das competidoras no projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), que deve ser licitado ainda neste ano.


Fonte: Valor Econômico
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