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Ajustes

Com denúncias, estatal admite necessidade de ajustes

17/11/2014 | 10h32

Os procedimentos necessários a esse possível ajuste são um dos motivos apontados pela companhia para justificar a decisão de atrasar a divulgação das demonstrações financeiras do terceiro trimestre. A afirmação consta de um anúncio publicitário de duas páginas que a estatal publicou ontem em nos principais jornais do país para prestar esclarecimentos sobre o atraso.

Outra razão, segundo a Petrobras, é permitir que os escritórios de advocacia contratados por ela para apurar as denúncias tenham mais tempo para avançar nas investigações. No fim de outubro, a estatal contratou os serviços do Trench, Rossi e Watanabe Advogados, no Brasil, e o Gibson, Dunn & Crutcher, nos Estados Unidos. A companhia está sob investigação da Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais) e do Departamento de Justiça americano.

Na quinta-feira, a Petrobras informou que não divulgaria o balanço no dia seguinte – último do prazo legal. A auditoria PwC se recusou assinar o balanço por conta das investigações sobre desvio de dinheiro da estatal.

A companhia fará na manhã de hoje uma teleconferência com investidores e, na sequência, dará entrevista à imprensa para comentar os dados operacionais e o atraso na divulgação do balanço.

No comunicado que publicou nos jornais, a estatal disse estar passando por um “momento único em sua história” e afirmou que o depoimento do ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa contém declarações que, “se verdadeiras, podem impactar potencialmente as demonstrações contábeis da companhia”.

A Petrobras afirmou que está trabalhando nas medidas jurídicas cabíveis para o ressarcimento dos supostos recursos desviados, dos eventuais valores relacionados ao superfaturamento de contratos e dos danos causados à imagem da empresa.

A estatal também declarou ter implantado 60 ações de “relevante impacto” para o aprimoramento da governança e dos seus processos de gestão entre 2012 e 2014 – ou seja, desde que Graça Foster assumiu a presidência da empresa. O texto não detalhou, porém, que ações são essas.

“Outras medidas estão em implantação, totalizando 66 ações de gestão que, juntas, mitigam riscos em diversas categorias, incluindo fraudes, desvios de código de ética, aumento de custos e prazos de projetos de investimento, bem como gestão do portfólio”, afirmou.

No mesmo anúncio, a estatal fez numa série de declarações autoelogiosas sobre seu desempenho operacional no terceiro trimestre. “Como mostramos, o crescimento sustentável da produção de petróleo, gás natural e derivados é uma realidade na Petrobras e decorre do compromisso da força de trabalho da companhia, incessante na busca pelo aumento da eficiência, da produtividade e da disciplina de capital”, afirmou.

Um dos pontos destacados pela Petrobras no texto é que a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, “já opera”. A unidade começou a ser construída em 2006 e custou US$ 18,6 bilhões, mais de sete vezes acima do valor orçado. De acordo com investigações da Polícia Federal, teria havido superfaturamento e desvio de dinheiro nas obras.

Segundo a Petrobras, o primeiro dos dois conjuntos de refino da Abreu e Lima está 96% concluído. A unidade começou a funcionar em setembro, ainda em fase de testes.

“A refinaria Abreu e Lima é a refinaria da Petrobras com a maior taxa de conversão de petróleo em diesel”, afirmou. A taxa é de 70%, de acordo com a estatal.

Ainda no anúncio, a Petrobras disse que atingiu produção média de 2,09 milhões de barris por dia no terceiro trimestre, o que representa alta de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. A oferta de gás natural alcançou 97,7 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 14%. A demanda foi impulsionado pela geração termelétrica.

Analistas que acompanham a Petrobras consideram pouco provável que a empresa cumpra sua meta produção neste ano.



Fonte: Valor Econômico
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