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Tecnologia

Clima e vegetação da região Norte são os principais obstáculos ao projeto de robôs

27/06/2005 | 00h00

Desenvolver robôs capazes de trabalhar na Amazônia seria uma tarefa difícil para cientistas de qualquer lugar do mundo. Se a Petrobras encampar a proposta de seus pesquisadores, vai encontrar obstáculos bem diferentes daqueles com os quais está acostumada, como por exemplo, calor, chuvas torrenciais e vegetação densa. "É um desafio único. Para a nossa realidade, é como a Nasa tentando fazer equipamentos que funcionem em Marte", diz o engenheiro Ney Robinson, chefe do laboratório de robótica da Petrobras.
A companhia investiu R$ 688,5 milhões em pesquisa e desenvolvimento em 2004. Tem 573 patentes no Brasil e 1.100 no exterior, para resguardar 130 tecnologias.
As mais famosas dessas conquistas referem-se à exploração em águas profundas, área na qual a Petrobras tem excelência reconhecida. Na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, a companhia já realizou perfurações exploratórias a 2.853 metros de profundidade - próximas do recorde mundial de 3.051 metros da Chevron-Texaco, no Golfo do México.
A Petrobras também atua como associada na exploração do poço mais profundo do mundo em funcionamento, da Shell, no campo de Gás de Coulomb, no Golfo do México, a 2.303 metros. No Brasil, o poço mais profundo em funcionamento está a 1.886 metros).
A robótica teve papel importante nessa história, ao contribuir para a resolução de dois grandes problemas. O primeiro ocorreu em 1987, depois que a Petrobras detectou seu primeiro poço abaixo dos 400 metros.
Como os mergulhadores não vão além dos 300 metros, a estatal, em parceria com centros de pesquisa, universidades e empresas privadas, construiu um Veículo de Operação Remota - um robô controlado por cabo, a partir de um navio, dotado de garras e ferramentas para executar trabalhos submarinos.
Dez anos depois, outro problema começou a se tornar comum: o entupimento dos dutos posicionados a profundidades abaixo de 700 metros, onde a temperatura da água é de 4º C. A baixa temperatura faz com que o óleo se transforme em parafina e deixe de fluir. A Petrobras criou então o robô chamado Girino, para percorrer o interior dos dutos e fazer os reparos necessários. Ele ainda é um trabalho em desenvolvimento. "Até hoje, não há equipamento ou sistema, no Brasil ou no exterior, que faça frente de modo abrangente a essas situações", diz Robinson. "É o que chamamos de gargalo tecnológico."



Fonte: Valor Econômico
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