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Usinas

BP lidera disputa por fatia da Cerradinho

03/09/2010 | 08h41
Desde o início do ano declaradamente em busca de um sócio, o grupo sucroalcooleiro Cerradinho, que soma capacidade para moer 10 milhões de toneladas de cana por safra, está mais próximo de seu objetivo. Alguns grupos interessados ainda estão no páreo, como sempre, "olhando oportunidades", mas, segundo fontes, é com a British Petroleum (BP) que a negociação está mais avançada, ainda que as duas empresas não confirmem.


Desde que contratou os bancos Citibank e Santander para liderarem a busca de um sócio, a Cerradinho tem como proposta a venda de 30% do negócio por R$ 300 milhões, segundo fontes que participaram da negociação. É o formato que aliviaria a situação da empresa, que tem dívidas superiores a R$ 1 bilhão. Desse total, R$ 450 milhões eram de curto prazo e foram alongadas no ano passado com 11 bancos privados e com o BNDES por quatro anos com vencimento a partir de 2011. O ano de 2010 é, portanto, o limite para a entrada de um sócio.


Há três anos no Brasil com intenção de entrar para valer no etanol, a BP até agora resumiu sua atuação nessa área à compra de uma participação de 50% na usina Tropical Bioenergia, em Edéia (GO). Essa usina, na época, era uma joint venture entre o grupo Maeda, agora controlado pelo fundo espanhol, Arion Capital, e pela Santelisa Vale, agora nas mãos da francesa Louis Dreyfus.


De lá para cá, a petroleira não fez novos aportes em etanol. Agora, apesar de estar descapitalizada com os prejuízos do acidente em sua plataforma no Golfo do México, a companhia mostra empenho em comprar a participação minoritária na Cerradinho. Isso, aliás, faria parte da estratégia de resgate de imagem da empresa, que causou o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. "O negócio [com a Cerradinho] tinha esfriado no começo do ano. Nenhum grupo se interessou. Mas esse player [BP] voltou forte", diz uma fonte.


Procurado, o principal executivo da BP no Brasil, Mario Lindenhayn, não negou, mas disse que não tem nada a declarar sobre o assunto. No fim do dia de ontem, a assessoria da petroleira no Brasil disse que a empresa não comenta rumores de mercado. A Cerradinho também informou, por meio de sua assessoria, que "não comenta especulações e que o processo de capitalização da empresa segue seu curso normal".


Depois da primeira usina de açúcar, adquirida em 1973 ainda pelo patriarca da família, José Fernandes, a Cerradinho voltou a fazer investimentos apenas nos últimos oito anos, com mais intensidade a partir de 2006. Desde então, investiu R$ 1,57 bilhão e cresceu 30%. Reformou e ampliou sua primeira usina, a Cerradinho Catanduva, na cidade paulista de mesmo nome, para moer 4 milhões de toneladas de cana.


Em 2006, construiu a usina de Potirendaba (SP), com capacidade de 3,6 milhões de toneladas e, em meados de 2008, concluiu as obras da unidade alcooleira Porto das Águas, em Goiás, com moagem de 3,3 milhões de toneladas.


Além da combinação de alta alavancagem e escassez de crédito na crise de 2008, o Grupo Cerradinho teve perdas com derivativos em 2008, o que potencializou as dificuldades financeiras.


Fonte: Valor Econômico
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