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Gás natural

Bahiagás investirá US$27milhões adiantando-se a Manati

29/08/2005 | 00h00

A distribuidora brasileira de gás natural Bahiagás planeja investir R$ 65 milhões (US$ 27 milhões) este ano para ampliar sua rede no estadoda Bahia, adiantando-se à operação do campo de gás offshore de Manati, programada para final de 2006, disse à BNamericas o presidente da Bahiagás, Petrönio Vieira.
A Petrobras e o grupo brasileiro de engenharia Queiroz Galvão estão investindo R$ 1bilhão no desenvolvimento do campo que começara a fornecer 6 milhões de m³ de gás (Mm3/d) no final de 2006. Espera-se que o campo se mantenha produtivo drante 17 anos.
Bahiagás planeja ivestir R$ 35 milhões este ano para modernizar sua rede de distribuição para receber gás proveniente do campo de Manati e outros R$ 30 milhões em outros projetos relacionados.
O fornecimento adicional proveniente de Manati permitirá à Bahiagás aumentar seu volume de distribuição de gás dos atuais 3,5Mm3/d a 4,5Mm3/d no final de 2006, destacou Vieira.
A Bahiagás espera que o mercado cresça a 5,1Mm3/d em 2007 a 6,4Mm3/d em 2008, precisó Vieira.
"Este crescimento reflete o potencial do mercado do estado da Bahia. O gás provenenete do campo de Manati será uma solução para nossos problemas nos próximos três ou quatro anos", defendeu.
Na atualidade, a empresa enfrenta problemas de abastecimento de gás e pôs seus planos de expansão em compasso de espera uma vez que a Petrobras, que lhe provê o gás, é nestes momentos incapaz de aumentar sua oferta. De fato, a Petrobras reduziu o fornecimento de gás à Bahiagás em 300.000m3/d desde o final de 2004.
"A Petrobras controla o fornecimento de gás natural proveniente dos campos de petróleo e gás na bacia do Recôncavo", acrescentou Vieira.
A decisão de reduzir o fornecimento para aliviar a pressão nos campos gasíferos maduros em terra, na Bahia, obrigou a Bahiagás a rejeitar projetos de expansão solicitados por seus clientes industriais, que consomem 90% do gás distribuído no estado.
Também levou a uma diminuição do abastecimento para a petroquímica Braskem de 1,2Mm3/d a 600.000m3/d. Como resultado, a Braskem demandou a Bahiagás, informou Vieira.
Além do mais, a falta de fornecimento de gás quase obrigou a três centrais a gás do estado a deixar de operar simultâneamente, disse. Só a central de 151MW Fafen - controlada pela Petrobras - está produzindo eletricidade, a um terço de sua capacidade. A central de 350MW Chesf Camaçari e a planta de 186MW Termobahia de Petrobras se encontram inativas.
Manati resolverá a maior parte deste problemas levando o abastecimento total de gás no estado a 12Mm3/d. A Petrobras asorverá cerca de 4Mm3/d para seu próprio consumo, incluído o abastecimento da Fafen e da Termobahia, deixando até 8Mm3/d para Bahiagás.
Manati também poderia marcar o início de uma expansão renovada da indústria de gás na Bahia dado que se espera que partam outros projetos nso próximos anos.
Em 2008, a Petrobras espera completar a construção do gasoduto de 1.200km, o  Gasene, entre Bahia e o estado do Rio de Janeiro.
Inicialmente, o Gasene transportará 8Mm3/d provenientes das bacoas de Campos e Espírito Santo , mas a capacidade máxima do duto é de 20Mm3/d, o que permitiria levar o gás mais ao norte como parte do programa de expansão Malhas.
Além do mais, algumas petroleiras esperam encontrar mais gás próximo ao campo de Manati na bacia de Camamu. "Há planos de perfurar poços em Camamu e sei que as empresas estão otimistas", disse Vieira.
A Bahiagás é a terceira maior distribuidora de gás do Brasil. O Governo do estado da Bahia tem uma participação controladora de 51%, em tanto que a Petrobras e Gaspart, anteriormente controlado pela Enron, têm cada uma 24,5%.



Fonte: BNamericas
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