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Investimento

Até o fim do ano, Brasil terá investido R$ 41 bilhões em ciência e tecnologia

19/08/2010 | 09h42
Até o fim deste ano, o Brasil terá aplicado R$ 41 bilhões no desenvolvimento de projetos na área de ciência e tecnologia e inovação. O plano de ação do governo para o setor, que teve início em 2007, não foi afetado pela crise econômica mundial, destacou o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende. Segundo ele, a política envolve diversos ministérios e múltiplos setores. “É uma política de governo e não específica do MCT.”

O ministro participou ontem (18) da abertura do 3º Congresso Internacional de Software Livre e Governo Eletrônico, que vai discutir até o final da semana, entre outros temas, os avanços e múltiplos usos da tecnologia cloud computing (ou computação em nuvem) – modelo que permite que dados e sistemas possam ser acessados em qualquer lugar, independentemente da plataforma e do sistema operacional. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, por meio da internet.


Especialistas do Brasil e de diversos países e cerca de 800 estudantes participam do evento. Estão programadas cerca de 150 palestras, 70 oficinas e dezenas de reuniões.


Para o ministro, o Brasil já evoluiu muito na área de ciência e tecnologia. Atualmente, segundo ele, o país tem mais artigos especializados publicados em revistas internacionais do que a Rússia e a Holanda, que eram os autores tradicionais. "A utilização de novas ferramentas tecnológicas abre oportunidades para se ter um planeta cada vez mais desenvolvido e de forma sustentável", afirmou.


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a computação em nuvem permite o compartilhamento internacional, fortalecendo "a superação dos desafios da ciência, que tornam o mundo menor com a facilidade de acesso mútuo entre os países".


De acordo com Rezende, o Brasil procura parcerias com outros países em todos os campos para acelerar o desenvolvimento. Ao mesmo tempo, "o país não perde de vista o desafio da solidariedade com as nações mais pobres, pois esse é um dos fatores que nos distinguem, no compartilhamento de experiências com outros países".



Fonte: Agência Brasil
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