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Petrobras

Aprovado o plano de negócios de 2006 a 2010

20/08/2005 | 00h00

O Plano de Negócios da Petrobras prevê investimentos de US$  56,4 bilhões até 2010 representando  uma  média  de US$ 11,3 bilhões por ano, sendo 87% (US$ 49,3bilhões) no Brasil e 13% (US$ 7,1 bilhões) no Exterior. Na atividade internacional, 82% dos investimentos estarão sendo aplicados nas Áreas Foco: América  Latina,  Oeste da África e Golfo do México.
Dos investimentos no Brasil, além do expressivo crescimento no E&P e Abastecimento, destaca-se o incremento em Gás e Energia (150%) para atendimento da crescente demanda de gás no País. Do incremento de US$ 22 bilhões, ênfase também para os investimentos no segmento de Gás e Energia que tiveram um acréscimo de US$ 3,9 bilhões (total  de  US$11,9  bilhões no período), visando a atender o crescimento da demanda de gás no País.
A meta de produção no Brasil permanece sendo de 2.860.000 barris de petróleo e gás natural em barris equivalentes (BOE) para 2010, o  que possibilitará maior utilização do petróleo nacional na carga processada (91%), garantindo auto-suficiência  já em 2006. A estimativa de produção total da Petrobras (Brasil  e  exteiror) para 2010 é de 3.405.000 barris diários. A previsão é de geração de 419.000 empregos totais (160.000 diretos).
Segundo informa a companhia, o plano tomou como premissa fundamental o posicionamento definido no Plano Estratégico  Petrobras 2015, aprovado em maio de 2004. A monitoração dos cenários corporativos indicou não haver necessidade de alterar esse posicionamento, no que se refere à Missão, à Visão 2015, às Estratégias e aos Objetivos Corporativos.
Em termos financeiros, a companhia informa que está mantendo, em seu Plano de Negócios 2006-2010, uma política de preços alinhada ao mercado internacional. A Petrobras estima obter uma geração própria de caixa na ordem de US$ 58,9 bilhões no período (líquido de pagamento de dividendos), recurso suficiente para cobrir todo o Plano de Investimentos. As captações no mercado financeiro serão de US$ 12,2 bilhões e a amortização das dídidas de US$ 14,7 bilhões. A Petrobras continuará  com sua política de alongamento do prazo da dívida e redução da alavancagem financeira.
 A  revisão do plano incorpora de forma realista os aumentos nos custos oriundos principalmente do aumento do preço do petróleo no mercado internacional, de US$ 29,00 (média do Brent em 2003) quando da realização do Plano de Negócios  2004-2010, para um patamar de US$ 52,50 de média projetada para 2005. A Petrobras adminte que este aumento de mais de 80% gerou reflexos em toda a cadeia produtiva, principalmente no que concerne aos custos de serviços, manutenção, equipamentos e operações especializadas do setor petrolífero, com impactos nos custos de extração e de refino de toda as empresas do setor petrolífero.
Na análise da própria Petrobras, na nota enviada à imprensa, o aquecimento da economia mundial também teve reflexo direto em diversos segmentos industriais que compõem a cadeia de fornecedores de insumos e materiais básicos para a indústria. Podemos destacar a pressão nos custos dos investimentos, principalmente daqueles ligados a equipamentos pesados, que  demandam grande quantidade de produtos siderúrgicos por exemplo (dutos, navios, plataformas, etc). O preço do aço plano no  mercado  internacional  aumentou  em mais de 100% entre 2003 e o primeiro trimestre de 2005.
"Estes aumentos de custos tiveram impacto direto na previsão dos investimentos da carteira atual de projetos. Verificamos um incremento de US$ 10,3 bilhões nos projetos mantidos que tiveram aumento de custos e alargamento de escopo. O  volume de investimentos para o período já contempla a antecipação de diversos projetos, na ordem de US$ 3,9 bilhões, e a  introdução de novos investimentos com recursos orçados em US$ 7, 8 bilhões", se lê no informe.
Cerca de 65% dos Investimentos relacionados aos projetos no País serão colocados no mercado fornecedor nacional, resultando em uma média de US$ 6,4 bilhões/ano. Os setores de construção e montagem e aquisição de materiais  responderão por 77% dos investimentos colocados  no mercado nacional. Em relação aos empregos, a Petrobras demandará, em média no Brasil no período 2006-10, cerca de 419.000 empregos totais, sendo 160.000 diretos.
As premissas quantitativas relacionadas às tendências do mercado e de preços e margens do petróleo e derivados, a nível internacional, foram reavaliadas, tendo em vista o elevado patamar de preço do petróleo atingido a partir de 2004, que tem impactado sobremaneira a indústria como um todo, seja positivamente na maior geração de caixa e nos lucros, como
negativamente, no incremento dos custos operacionais e de investimentos.



Fonte: Redação
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