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Combustíveis

Amyris lança primeira usina de óleo verde

22/12/2010 | 10h29
A Amyris, empresa de biotecnologia com sede na Califórnia, deu início às obras da sua primeira unidade industrial no Brasil, uma usina de processamento de cana em Pradópolis (SP). Fruto de uma joint venture com o grupo nacional São Martinho, a usina terá capacidade para processar 2 milhões de toneladas de cana para fabricar farneceno, uma matéria prima que pode se transformar em plástico, borracha, detergente, querosene de aviação ou ser usada como diesel - entre outras aplicações.
 
 
Foram definidos também os planos da empresa americana para chegar a 2014 produzindo a 600 milhões de litros do derivado de cana - a maior parte em contratos de licenciamento para os grupos Cosan, Bungee Açúcar Guarani.
 

A joint venture entre São Martinho e Amyris foi anunciada no fim do ano passado, envolvendo um investimento de cerca de US$ 50 milhões na nova usina - que terá participação de meio a meio entre os dois grupos. A unidade deve começar a produzir no segundo trimestre de 2012 com capacidade para 20 milhões de litros, que irá subindo até atingir 100 milhões de litros em 2014 - quando então processará 2 milhões de toneladas de cana. A obra da usina foi contratada à Cnec WorleyParsons- antiga divisão de engenharia da Camargo Corrêa.
 

Segundo o CEO da Amyris, John Melo, pelos contratos de venda já assinados, a produção iniciada agora tem demanda garantida pelos próximos quatro anos. A Proctor & Gambledeve comprar farneceno para produzir sabões e detergentes, e aM&G, dona de uma fábrica de garrafas PET em Suape (PE), vai passar a usar a matéria-prima verde em parte da produção. A Shellestá interessada no diesel, e a petrolífera francesa Total, dona de 22% da Amyris, vai desenvolver uma linha de lubrificantes automotivos - além de ter interesse no próprio diesel.
 

Segundo John Melo, a demanda cresce à frente da produção, e o desafio é fazer a oferta atender a procura. Eles estão trabalhando no momento com a companhia aérea Azul e a General Eletric para produzir querosene de aviação no país. A sua previsão de longo prazo é de que o mundo pode chegar a 2020 com uma produção de químicos derivados de cana que consumirão o equivalente a 100 milhões de toneladas de cana - o que corresponderá, então, a 10% da produção da gramínea.
 

Segundo Fábio Venturelli, CEO da São Martinho, a sua empresa fornecerá à Amyres o caldo da cana, a matéria prima do farneceno, e ajudar a viabilizar a escala industrial da produção - a gestão da usina será compartilhada. A americana vai entrar com a tecnologia de fermentação e se responsabilizará pela comercialização.
 

De acordo com o CEO da Amyris, o foco inicial da produção será no farneceno para uso na indústria química, deixando a produção de combustível para uma segunda fase. Hoje, o preço de mercado do farneceno é de US$ 20 a US$ 25 o litro, mas a produção é muito pequena. Uma das poucas usinas que o fazem nos EUA o vende por US$ 50 o litro, diz o executivo. A ideia, contudo, não é vendê-lo a esse preço. Uma vez conquistada a escala, o valor tenderá a cair, abrindo espaço para sua produção para outros usos - como combustível.
 

Contratos de licenciamento assinados este ano devem levar duas usinas do mesmo tipo da São Martinho para a Cosan, duas para a Bunge e uma para a Guarani. A expectativa é inaugurar duas unidades por ano até 2014.


Fonte: Valor Econômico
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