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Infraestrutura

AG Angra investe em petróleo e saneamento

19/10/2009 | 09h58
O fundo de private equity AG Angra, especializado em infraestrutura, fechou na semana passada duas aquisições. O gestor investiu R$ 150 milhões, ficando com 50% do capital de uma empresa de levantamentos geofísicos para exploração de petróleo e também 50% de outra de gestão de resíduos industriais.

Com os dois negócios, o fundo AG Angra atinge o comprometimento de metade de seu patrimônio, de R$ 700 milhões, depois de passar um período relativamente longo sem conseguir fazer investimentos. “Aguardamos o momento ideal em termos de valores atribuídos às companhias, depois dos extremos da euforia e da crise nas bolsas”, diz o diretor do fundo, Hamilton Agle. Na fase de euforia, muitas empresas pequenas e médias iam direto para as bolsas, atraídas pelos altos preços oferecidos pelos investidores. Dificilmente os fundos de private equity, que financiam crescimento de empresas fechadas, conseguiam ganhar os negócios. Durante a crise, muitos controladores resistiam à queda dos valores oferecidos pelas companhias. A gestora é uma associação entre os grupos Andrade Gutierrez e Angra Partners. Os dois novos negócios somam-se à usina de álcool TG Agroindustrial e à empresa de logística do agronegócio NovaAgri.

Agle já está negociando outras aquisições e acredita que, na nova fase, o fundo conseguirá aplicar todo seu patrimônio em pouco mais de um ano.

O primeiro investimento é de R$ 70 milhões em aumento de capital da Georadar, companhia mineira de levantamentos geofísicos para avaliação de reservas de óleo e gás. Especializada hoje em estudos sísmicos para exploração de campos de óleo e gás em terra, a Georadar vende serviços para a Agência Nacional de Petróleo (ANP), que faz levantamentos preliminares sobre os campos antes de colocar os blocos em licitação, para a Petrobras e para operadoras privadas. Embora não faça sísmica marítima em campos do pré-sal, a Georadar tem potencial para crescer na avaliação de campos de óleo e gás na Amazônia e também na pesquisa preliminar para exploração de metais.

“A Georadar será uma plataforma flexível de serviços para a cadeia de óleo e gás. Vamos usar os recursos para expandir as áreas de atuação da companhia”, afirma Agle. Com 2 mil funcionários e sediada em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, a empresa deve faturar neste ano R$ 150 milhões e, em 2010, R$ 250 milhões. O AG Angra vai compartilhar a gestão com o fundador, o geólogo Celso Magalhães. “Nos últimos anos houve muita concentração da pesquisa na área marítima, há muito potencial para expandir a pesquisa terrestre”, afirma o executivo do fundo.

O segundo investimento é de R$ 80 milhões, para aquisição também de 50% de uma empresa de gestão de resíduos industriais. Ainda sem nome, a companhia terá 5 unidades operacionais, três que hoje pertencem à Estre Ambiental e duas adquiridos da multinacional francesa Veolia (antiga Compagnie Générale des Eaux). Com atuação concentrada em São Paulo, a empresa recicla resíduos como óleo, pneus e plástico, transformando-os em combustível para fornos de cimenteiras. Grande parte do faturamento vem da reciclagem de resíduos chamados de “classe 1″, que são transformados em subprodutos com maior poder calorífico. Outra área de atuação é a “bioremediação”, que trata solos contaminados usando biotecnologia. As unidades ficam em Tremembé, Sorocaba, Paulínia e Americana, no estado de São Paulo, e em Balsa Nova, no Paraná. A criação da nova empresa foi comunicada aos funcionários da Estre Ambiental na sexta-feira.

“Esse mercado poderá se multiplicar por dez no Brasil nos próximos anos com a crescente aplicação de legislação ambiental”, afirma Agle, tomando como base as receitas geradas no mercado de reciclagem de resíduos na Europa e Estados Unidos, onde as exigências regulatórias são mais antigas.

A gestão será compartilhada, no caso da nova empresa, com o grupo de sócios atuais da Estre Ambiental, liderado pelo empresário Wilson Quintella. A participação de 50% está sendo integralizada pelo fundo de private equity em recursos para pagar a aquisição dos aterros que pertenciam à francesa Veolia (Tremembé e Sorocaba) e para reforço de capital de giro das atividades.

A nova companhia nasce com um faturamento anual de R$ 100 milhões, que deve crescer para R$ 150 milhões em 2010, estima o executivo.

A perspectiva dos investimentos é de longo prazo, segundo o diretor da AG Angra. O prazo de vencimento do fundo é 2016. Ao contrário de outras gestoras de private equity que têm atuado de maneira mais oportunista, vendendo participações poucos meses depois de investir, a gestora não planeja abrir o capital ou fazer outros desinvestimentos das companhias em seu portfólio a curto prazo.


Fonte: Valor Econômico
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