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P-53

Afretamento, o jeito de apressar a auto-suficiência

13/04/2005 | 00h00

A Petrobras aderiu à moda antiga de alugar plataformas, em vez de comprá-las. O afretamento permite à estatal fugir dos amargos preços dos insumos, que dispararam nos últimos meses com a alta do aço no mercado internacional. A estratégia oficial, contudo, se deve à pressa para aumentar a produção de petróleo e atingir a auto-suficiência ainda neste ano. Em abril vem sendo contabilizados sucessivos recordes, com a marca de 1,7 milhão de barris.
Um contrato de US$ 550 milhões para um período de cerca de dez anos, segundo fontes ligadas ao processo, foi firmado com o ABN Amro Real para o afretamento da P-53, que produzirá 180 mil barris no campo de Marlim Leste. Na semana passada, a Petrobras informou também o afretamento da plataforma SSP300, para produzir petróleo leve em Sergipe já a partir do próximo ano. O contrato foi fechado coma Sevan Marine Production ASA, destinado ao campo de Piranema.
Apesar do apelo para a construção no Brasil, as duas plataformas têm em comum a origem estrangeira. A P-53 virá de Cingapura, enquanto a SSP300 está sendo construída na China, no estaleiro de Yantai Raffles. A Petrobras alega que o conteúdo mínimo nacional exigido na P-53 será o mesmo iniciado nas demais unidades, da ordem de 65%. A conversão do navio petroleiro Settebello e a construção do sistema turret será realizada pelo estaleiro Keppel Shipyard, em Cingapura.
Já a construção das facilidades de produção e integração da plataforma serão executadas pelo Consórcio Marlim Leste - CML, composto pelas empresas Queiroz Galvão, Ultratec e IESA, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul; construção dos módulos de geração de energia, pela Rolls Royce, no Rio de Janeiro e dos módulos de compressão de gás, pela Dresser, também no Rio de Janeiro.
A licitação para adquirir a P-53 foi interrompida por uma briga judicial entre a estatal e a Marítima. Excluída da concorrência, a Marítima, do empresário German Efromovich, questionou na Justiça o direito de entrar na licitação. E conseguiu, mas foi novamente derrotada pela Petrobras, que a desclassificou do processo. A Justiça interveio novamente e a estatal, diante da pendência, abriu mão da concorrência para a construção e decidiu alugar a plataforma. No final do ano passado foi realizada a licitação para a seleção da instituição responsável pela estruturação financeira do afretamento.
A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no mercado doméstico e internacional voltou a crescer em março, atingindo 2,1 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, um aumento de 4,1% em relação a igual período do ano passado e de 2,7% em relação a fevereiro deste ano.
Apenas nos campos domésticos da Petrobras, a produção de óleo e gás chegou a 1,8 milhões barris de boe diários, um avanço de 2,9% em comparação com o mês anterior e 5% maior do que o auferido em março do ano passado.



Fonte: Investnews
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