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Concorrência

AES, Cemig, CPFL e Neoenergia disputam os ativos da Elektro

13/08/2010 | 10h08
A Ashmore Energy International, dona da distribuidora de energia Elektro (antiga Enron ), abriu concorrência para a venda de seus ativos no Brasil e ainda hoje deve receber a proposta de compra a ser feita pela Neoenergia, com o apoio dos sócios espanhóis da Iberdrola . Na concorrência desse negócio estimado entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões estão ainda AES, Cemig e CPFL Energia. Essa última em uma disputa particular com a Neoenergia. É comprar ou virar alvo de compra. Mas são os americanos da AES que podem surpreender.


Em jogo está a liderança do setor de distribuição no país. Pelos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, AES e CPFL garantiriam a liderança do setor. Hoje a maior empresa em distribuição é a Cemig, contando os ativos da Light. Já a Neoenergia encostaria nas primeiras do ranking.


Um dos maiores interesses dos fundos sócios da Ashmore seria fazer uma troca de ações com a AES Corp. O fundo entraria no capital da corporação nos Estados Unidos e entregaria todos os seus ativos no Brasil, permanecendo no setor e com uma participação relevante no pulverizado capital da AES. O entrave dessa proposta, entretanto, tem sido o preço das ações da AES na bolsa de Nova York. Ontem os papéis fecharam a US$ 10,60, o que ainda é pouco se levado em consideração que os papéis da empresa já chegaram a valer US$ 15 dólares no último ano.


Segundo fontes, no mês passado a AES tentou melhorar sua cotação em bolsa recomprando US$ 500 milhões em ações. A empresa teve sucesso, já que no último mês as ações chegaram a valer apenas US$ 8,80, cerca de 20% menos do que valiam ontem. Mas a negociação também esbarra nas dificuldades com a usina termelétrica a gás de Cuiabá, que pertence à Ashmore, e que também deve entrar no pacote de venda, mas tem sérios problemas de fornecimento de combustível. De qualquer forma, a sinergia da Elektro com a distribuidora AES Eletropaulo é grande pela proximidade das duas áreas de concessão.


Nesse duelo, entretanto, a Cemig, mesmo alavancada, pode incomodar, já que há anos tenta entrar no mercado paulista e seu diretor de relações com investidores, Luiz Fernando Rolla, chegou a informar recentemente que já estava montando um terceiro fundo de investimentos em participações para novas aquisições. A estrutura de parceria com FIPs já foi usada para comprar a Terna e a Light.


A Elektro seria uma boa porta de entrada no mercado paulista para os mineiros da estatal Cemig. A empresa de distribuição com forte atuação na região de Campinas, São Paulo, é considerada um 'filet mignon' do setor. Ela atende mais de 220 municípios e só no ano passado teve uma receita líquida de R$ 2,66 bilhões e lucro de quase meio bilhão de reais.


A empresa também é o sonho de consumo da CPFL Energia, que no ano passado quase fechou negócio, mas a Ashmore decidiu desistir da negociação para tentar lançar ações no mercado americano. Nenhum dos dois negócios se concretizou. Assim como a Eletropaulo, os ganhos de sinergia com a CPFL seriam muito grandes pela área de atuação. A empresa que tem entre os principais sócios a Camargo Corrêae vive uma disputa com a Neoenergia, dos espanhóis da Iberdrola. As duas empresas têm um mesmo sócio, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), que já anunciou que precisa ou se desfazer de um dos dois ativos ou fundir as atividades.


Desde que surgiram os rumores da formação de uma superelétrica em que potencialmente a Neoenergia seria absorvida pela CPFL, os sócios espanhóis destravaram o crescimento da empresa. No ano passado, foi a Iberdrola que barrou a entrada da Neoenergia na compra da Terna junto com a Cemig. Mas a situação mudou e recentemente a Neoenergia entrou na sociedade da usina hidrelétrica de Belo Monte e agora aposta as fichas na compra da Elektro. A empresa não teria ganhos de sinergia, já que suas distribuidoras ficam no Nordeste do país, mas tiraria a CPFL do seu caminho. É comprar ou virar alvo.




Fonte: Valor Econômico
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