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Novos investimentos no país

Acordos comerciais entre Brasil e Japão durante visita oficial

18/10/2016 | 08h21

Na véspera da ida do presidente Michel Temer ao Japão, o embaixador do Brasil no país oriental, André Correia do Lago, afirmou que a visita pretende estreitar os acordos comerciais entre os dois países. Segundo ele, o Brasil pretende assinar documentos para aumentar os investimentos japoneses em infraestrutura, comércio e ciência e tecnologia.

Lago afirmou que as negociações de livre comércio serão em duas frentes: para promover contratos entre o Mercosul - do qual o Brasil é signatário - com o Japão e cujas resoluções determinam que os integrantes negociem em bloco; assim como acordos bilaterais com os japoneses.

"Essa visita simboliza essa decisão política de assegurar que o Japão seja cada vez mais um parceiro prioritário do Brasil", destacou o embaixador.

De acordo com Lago, o Brasil também pleiteia, junto ao governo japonês, a flexibilização de regras protecionistas para permitir a exportação de carne bovina e frutas brasileiras ao mercado do parceiro oriental.

"Também estamos propondo acordo de investimento, na dimensão técnica com Anvisa. Estamos procurando assegurar que todas as etapas técnicas para o aumento do comercio sejam cumpridas".

Lago também afirmou que a agenda de Temer prevê encontros com grandes empresários japoneses para esclarecer as novas regras para investir no País e captar recursos para projetos do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

"Essa experiência japonesa na parte de infraestrutura que é uma coisa incrível, que tem uma renovação constante, e são investidores fiéis, quando investem em um país pensam no longo prazo, é, acho, o que interessa mais a nós no Brasil. A relação que eles estabeleceram foi de confiança e de continuar investindo trazendo muita qualidade", ressaltou Lago.

O embaixador ainda afirmou que os empresários japoneses acompanham a política econômica interna do País. Por isso, segundo ele, avaliam como positiva a iniciativa do governo de encampar a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) para determinar um limite aos gastos públicos.

"Para um país entrar num investimento de vulto numa nação tão longínqua ele tem que ter muita confiança de que, no médio e longo prazo, esse país vai funcionar, de que haverá um retorno e de que os contratos serão respeitados. Essa percepção se fortalece com a noção de que o governo assumiu de uma maneira firme que um prolema são os gastos do governo", ponderou.

"O governo esta mostrando que ele está preocupado em resolver um problema que os japoneses também identificam como central, então estão falando a mesma língua, apesar da ironia", completou.



Fonte: Redação/Assessoria Portal Planalto
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