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Empresas e mercado

Ações da OSX já tombaram quase 50% desde a estreia

18/06/2010 | 08h43

Em trajetória de queda desde a sua abertura de capital, as ações da OSX valem quase metade do que valiam no IPO. Estrearam em R$ 800 e fecharam cotadas ontem a R$ 453,01, com queda de 3,91%.

 

No dia anterior, os papéis já tinham despencado 4,72%. O que as trouxe de volta aos holofotes do noticiário foi o parecer do Instituto Chico Mendes, autarquia ligada ao Ministério do Meio Ambiente que gerencia reservas ambientais, contra a instalação do estaleiro da companhia em Biguaçu, Santa Catarina.

 

Apesar da notícia, a corretora do Itaú manteve a sua recomendação de performance acima do mercado para os papéis da OSX.

O preço-alvo da corretora é de R$ 1.318,00 para dezembro deste ano, um potencial de valorização de 166%.

"Mas prevemos fraqueza adicional no curto prazo", avisa o relatório da corretora assinado pelos analistas Paula Kovarsky, Diego Mendes e Giovana Araújo.

Ajuste de preço

Para o economista da Ágora, Álvaro Bandeira, os investidores ainda estão ajustando o valor da companhia.

"Em um ambiente de aversão de risco, elas sofrem mais. E vale lembrar que elas já foram lançadas em um momento adverso do mercado", comenta o economista.

Braço de construção e serviços navais do Grupo EBX, controlado pelo empresário Eike Batista, a OSX foi lançada na bolsa brasileira em março deste ano.

Desde o início, o processo foi uma novela, começando pela formação de preço da oferta. Inicialmente, a empresa planejava vender 5,51 milhões de ações ordinárias, em uma faixa estimada de R$ 1 mil a R$ 1.333.

Os investidores, porém, se recusaram a pagar esse preço por uma empresa nova e ainda sem receitas.

A companhia, então, reduziu a estimativa do valor do IPO para R$ 3,31 bilhões, cerca de 60% menor do que a expectativa inicial, de R$ 9,92 bilhões.

E, mesmo assim, o valor captado no dia 18 de março ainda veio abaixo desse patamar: R$ 2,82 bilhões.

Bandeira, da Ágora, lembra que a OSX vai trabalhar, em grande parte, para outra empresa de Eike Batista, a OGX, empresa petrolífera.

"Então, o desempenho desta vai estar colado ao da OGX e do petróleo", comenta. Ontem, inclusive, a OGX confirmou a presença de petróleo no poço OGX-11D, na Bacia de Santos.

Indefinição

A OSX afirmou que a decisão da unidade catarinense do Instituto Chico Mendes não é definitiva e ainda cabe recurso.

Se o processo de licença ambiental falhar, a companhia terá de procurar outro lugar para construir estaleiro, avaliam os analistas do Itaú.

Na conferência dos resultados do primeiro trimestre, os diretores da empresa disseram que receberam várias ofertas de terrenos de outros governos e cidades.

"Mas uma mudança na localização a esta altura pode ter um impacto negativo na performance das ações da companhia, pois um dos pilares de investimentos da OSX era a localização, sem mencionar o risco de atrasos no projeto", observam os analistas da corretora do Itaú.

 



Fonte: Brasil Econômico
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