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Petroquímica

Zona Franca de Manaus agiliza pólo petroquímico

23/01/2006 | 00h00

A ZFM (Superintendência da Zona Franca de Manaus) apresentou na última sexta-feira (20/01) os relatórios preliminares do estudo de viabilidade para implantação de empreendimentos petroquímicos no PIM (Pólo Industrial de Manaus).

Os resultados apresentados pela equipe técnica indicam a viabilidade econômica e financeira para produção de compostos químicos como metanol, uréia, amônia e bens da cadeia produtiva do estireno, após detalhada analise dos condicionantes de mercado, fiscal, ambiental e logística/estrutural.

Atendendo convite da Suframa, representantes de várias instituições estiveram presentes no auditório da autarquia para assistir as apresentações, entres elas, das indústrias de plásticos do PIM, (Pólo Industrial de Manaus), Conselho Regional de Química, Petrobras, CPRM, sindicatos de trabalhadores e do governo do Amazonas.

A partir da apresentação, todos foram incumbidos de proceder a uma avaliação detalhada dos documentos entregues durante o evento, em formato digital, e de enviar sugestões para a Suframa, até o dia 1º de março, para serem repassadas para a equipe técnica responsável pelo estudo para a redação final dos documentos. Este levantamento balizará as ações da Suframa de atração de investimentos para estes segmentos estudados nos próximos anos.

A equipe responsável pelo estudo é formada por pesquisadores da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), instituição conveniada com a Suframa para este fim, além de dois pesquisadores convidados, um da escola de química da Universidade Federal do Rio de Janeiro e outro do Instituto de Economia, também da UFRJ.

Suframa diz ser possível usar gás no setor

A principal conclusão obtida pela autarquia é a de que é possível a utilização do gás natural do Estado do Amazonas, tanto para fins de geração de energia (como já está sendo implementado) quanto para petroquímica. Chegou-se a conclusão que, dada a situação atual, a cidade de Manaus reúne as melhores condições para abrigar os empreendimentos petroquímicos, considerando a necessidade de investimento em formação de capital humano.

O metanol é apontado no estudo como o único que tem possibilidade de ser produzido numa escala mundial. Uma única planta de metanol no PIM teria boas condições de viabilidade (67%, em média).

No que diz respeito a amônia/uréia, estudo diz que demanda nacional e internacional tem crescido muito e oferta nacional não tem acompanhado esse crescimento.

Escala econômica

Uma eventual planta de amônia no PIM produzindo cerca de 1.269 t/dia estaria dentro de uma escala econômica em relação ao mercado internacional.

Levantamento mostra uma boa margem de segurança na viabilidade, 63,76%. A preocupação seria o dilema ambiental X desenvolvimento econômico.

Com relação a estirencos, o Brasil é importador de estireno e poliestireno expandido e possui auto-suficiência de poliestireno. Como no caso nacional, as plantas no PIM possuiriam escalas que se encontrariam abaixo da média mundial. Mostra também margem de sensibilidade média razoável de 51,6 % (SE: 29,3%; X: 74,7%, e; PIM 51%). Interpretação cautelosa: simplificações, benzeno a preço de mercado, logística diferenciada.

Setor primário

De acordo com a Suframa, dos produtos analisados acima a amônia/uréia é um dos que pode vir a ter relações mais diretas com as atividades do setor primário dos Estados da Amazônia.

Em relação ao cloreto de potássio é importante frisar que, segundo o CPRM (Serviço Geológico do Brasil), o Estado do Amazonas possui dois grandes depósitos de silvinita, mineral de onde se extrai o potássio. Quanto a questão ambiental, é tópico importante a se considerar, diz estudo.

No que se refere à logística necessária para a implantação de empreendimentos petroquímicos no PIM serão necessários investimentos em infra-estrutura, transporte e armazenagem para esse fim. No que diz respeito à instalação incentivada de empreendimentos petroquímicos no pólo, já há abertura legal para isso, mas ainda não há, logicamente, implementação de ações e alguns detalhes importantes como exclusão de setores que poderiam vir a compor o PIM.

Estudo leva em conta fatores como matéria-prima regional.

A inserção de empreendimentos petroquímicos na Amazônia pode gerar, no caso do PIM, uma vulnerabilidade da tese do alto valor de sustentabilidade ambiental do modelo ZFM. Também, ainda não há uma política específica para o setor na região e que possa ser utilizada como suporte.

As recomendações apresentadas pelo estudo têm caráter mais estratégico e sua principal utilidade é no sentido de ajudar no processo decisório relativo a implantação ou não de empreendimentos petroquímicos no pólo de Manaus. A primeira recomendação a ser feita é a de que se estabeleça uma estratégia de implementação de empreendimentos petroquímicos no PIM em razão de haver boas oportunidades no presente e, possivelmente, no futuro, para este ramo da economia amazônica.

As análises financeiras mostraram diferentes condições para cada um dos produtos candidatos. Foi visto também a articulação de cada um com as cadeias produtivas existentes na Amazônia, particularmente no PIM. Dessa forma, sugere-se que a decisão final sobre o que produzir considere uma ordem de prioridade que leve em conta fatores como disponibilidade da matéria-prima, viabilidade técnica, potencial de articulação com a economia existente, viabilidade financeira, esforço para inserção nos mercados, considerações ambientais.

Região propícia

De acordo com a pesquisa, as possibilidades de utilização de produtos como metanol, eteno, metanol/eteno, eteno/amônia, amônia são boas para Manaus, considerado o melhor local, desde que se busque uma integração com as cadeias produtivas regionais.

De acordo com o estudo de viabilibidade, para realizar a proposta se faz necessário levar em conta pelo menos quatro pontos que devem ser planejados e implementados articuladamente. São eles: identificação de investidores interessados, busca para conhecimento detalhado e inserção nos mercados, detalhamento de estudos e organização institucional.

Outra necessidade apontada é de um aprofundamento de estudos. Para isso, se faz necessário a criação de um grupo de trabalho que terá por objetivo estabelecer um planejamento de ação que possa contemplar os seguintes pontos básicos: desenvolvimento de um plano para implantação de empreendimentos petroquímicos no PIM. Esse plano deverá estabelecer as metas a serem alcançadas e os objetivos gerais e específicos para implementação da proposta.

Definir metas

Essas ações e estratégias deverão se desdobrar em programas que definirão os principais vetores de atuação, buscando um maior detalhamento dos objetivos específicos que necessitarão ser alcançados dentro de um cronograma. Por exemplo, necessidades de detalhamento de estudos, estratégia de articulação com potenciais investidores, articulação com instituições de ensino para estabelecimento de linhas programáticas para preparação de capital humano, preparação do arcabouço legal e articulação com a política industrial nacional.



Fonte: Jornal do Commercio
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