Artigo por Frederico Lamego

WorldSkills 2015: Competição e a Indústria

Quanto mais qualificado for o profissional, mais destaque terá no mercado de trabalho e maior valor agregado trará para a empresa e a sociedade.

Assessoria da WorldSkills
23/06/2015 12:35
WorldSkills 2015: Competição e a Indústria Imagem: Assessoria WorldSkills Visualizações: 335

 

Como se sabe, um requisito básico para a Indústria e empresas preencherem seus quadros é a busca por profissionais devidamente qualificados e especializados nas diversas áreas de atuação. Quanto mais qualificado for o profissional, mais destaque terá no mercado de trabalho e maior valor agregado trará para a empresa e a sociedade.

 

Nesse sentido, a educação profissional oferece inúmeras oportunidades e possibilidades aos jovens brasileiros e tem papel muito importante na construção e identificação de sua cidadania. Uma mão de obra mais qualificada e especializada traz melhorias significativas para todo o país em termos de empregabilidade, competitividade, produtividade no trabalho e desenvolvimento sustentável de riquezas. Segundo pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) – que oferece mais de 150 mil oportunidades em cursos técnicos no país – profissionais qualificados em cursos técnicos têm muito mais chances de arrumar um emprego logo após o primeiro ano de formação e ganham salários até 25% mais altos em apenas um ano de trabalho. Além disso, dentre os três setores econômicos do país, a indústria é o que paga os maiores salários a seus funcionários.

 

Mesmo com esse cenário positivo, os índices da educação profissional no Brasil são baixíssimos: a mesma pesquisa mostra que apenas 8% dos estudantes cursam o ensino técnico, enquanto em países desenvolvidos esse índice passa de 60%.

 

Uma iniciativa fundamental para mudar esse índice, estimular e desenvolver a educação técnica no Brasil é participar e sediar competições nacionais e internacionais do segmento. Dessa forma, pode-se avaliar a qualidade da educação profissional oferecida pelos países, fomentar o mercado de trabalho e as indústrias a priorizarem mão-de-obra qualificada e formar um conjunto de importantes indicadores de tendências tecnológicas e educacionais.

 

Pensando no legado que poderia trazer para o desenvolvimento da educação e principalmente do ensino profissional no Brasil, o SENAI uniu-se à WorldSkills International – organização global que promove a formação e o desenvolvimento de competências e desafia jovens de todo o mundo a se tornarem os melhores na ocupação de sua escolha - para receber em agosto a WorldSkills São Paulo 2015, primeira edição da Competição na América Latina, colocando o ensino técnico como tema central da agenda de educação do País.

 

O ótimo desempenho de estudantes brasileiros em outras edições da Competição reforça essa perspectiva positiva. Representado pelos melhores alunos do SENAI, o Brasil participa desde 1983 e já conquistou 68 medalhas e 111 certificados de excelência.

 

Um bom exemplo a se considerar é o da Finlândia, que sediou a WorldSkills Competition em 2005. Após o evento, o país teve um grande aumento do percentual de jovens no ensino técnico, de 36%, em 2002, a 44%, em 2008. Hoje, esse número passa de 60% e a Finlândia é líder mundial em vários setores industriais, com mão de obra de altíssima qualidade.

 

Frederico Lamego é CEO da WorldSkills São Paulo 2015

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