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Biocombustíveis

VREC foca aquisições no Brasil e faz estreia na moagem de cana para produzir etanol

02/03/2011 | 09h57
A Vital Renewable Energy Company (VREC), empresa criada em 2008 por fundos de investimentos, inicia na safra 2011/12 a moagem de cana de sua primeira usina no Brasil. A Bom Sucesso, localizada em Goiás, deve moer 1 milhão de toneladas de cana e produzir apenas etanol. A usina foi adquirida pela VREC, em dezembro, do tradicional Grupo Farias. Investimentos da ordem de US$ 250 milhões devem ser feitos nos próximos anos para elevar a capacidade da usina para 3,5 milhões de toneladas.
 

Procurada, a VREC não se pronunciou. A empresa foi criada em 2008 para investir em projetos de bioenergia no país. Logo de início, associou-se ao Grupo Farias - que tem sete usinas de açúcar e álcool - em um projeto de quatro greenfields (construção a partir do zero) sucroalcooleiros nos Estados de São Paulo e de Goiás.
 

Os projetos já estavam sendo tocados. Licenças ambientais, de funcionamento, e até parte dos canaviais já tinham sido plantados. No entanto, a VREC, segundo fontes do mercado, quis acelerar seus investimentos nessa área e, portanto, decidiu aplicar em ativos já em operação.
 
 
Com aquisições no radar, a VREC também negocia a compra de outras usinas no Centro-Sul, não necessariamente de controle, mas também de participação minoritária, segundo as mesmas fontes. A aquisição da Bom Sucesso custou cerca de US$ 100 milhões, o equivalente a US$ 100 por tonelada instalada, um pouco abaixo do que o mercado vem praticando. Segundo as mesmas fontes, isso ocorre porque ainda há necessidade de investimentos na unidade, sobretudo na área agrícola. A compra foi feita com 100% de capital, sem absorção de dívida.
 

A primeira e única captação feita até agora pela VREC - no valor de US$ 257 milhões - ocorreu em agosto de 2008, antes do estopim da crise internacional. Entre seus acionistas, está o fundo soberano de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, que aplica recursos por meio do fundo Paladim.
 

De acordo com Marco Falsarella, diretor de controladoria do grupo Farias, na negociação com a VREC, a companhia ficou com o projeto de uma usina em Taquarituba (SP), que já tem cana plantada suficiente para produzir 500 mil toneladas da matéria-prima.
 

Neste momento, o grupo está em fase de captação de recursos para construir a usina, cujo projeto prevê moagem de 3,5 milhões de toneladas. "O projeto deve demandar R$ 200 milhões", diz Falsarella. A previsão, afirma, é começar a construção neste ano para colocar a unidade em operação em 2012. As sete usinas em operação do grupo Farias, fundado pelo ex-senador Antônio Farias, falecido no fim da década de 80, têm capacidade para moer 12 milhões de toneladas e estão distribuídas nos Estados de São Paulo, Goiás, Acre, Pernambuco e Rio Grande do Norte.


Fonte: Valor Econômico
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