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América do Sul

Visita de Morales a Kirchner é estratégica

27/06/2006 | 00h00

A visita a Argentina do presidente da Bolívia, Evo Morales, na próxima quinta-feira (29/06), é estratégica e transcende o convênio pelo preço do gás que este país compra da nação andina, destacou hoje uma fonte diplomática.

Entrevistado pela agência da notícias Télam, o embaixador boliviano em Buenos Aires, Roger Ortiz, afirmou - em declações que reproduz a Prensa Latina - que a viagem de Morales ocorre no âmbito de um acordo estratégico de dois estados, o qual, esclareceu, vai além de um mero pacto pelo novo preço do gás natural.

Defendeu que parte desta futura aliança bilateral são os investimentos argentinos na Bolívia, ao que se soma a intenção de construir uma empresa binacional.

Isso é muito mais do que fixar a importação de gás, vai haver a construção de um gasoduto no norte argentino, o que faz a proposta mais desafiadora e enriquecedora, destacou Ortiz.

O diplomata antecipou que o anúncio sobre o novo valor do gás será feito por Morales e o presidente argentino, Néstor Kirchner, durante o encontro na localidade bonairense de Hurlingham.

Adiantou, no entanto, que o custo rondará os cinco dólares por milhão de BTU (unidade térmica britânica).

Na atualidade, a nação austral uns sete milhões de m³ diários a um valor de US$ 3,35 por milhão de BTU.

O executivo ressaltou que ambos estados assinarão outros dois convênios bilaterais, enquanto os mandatários farão uma declaração conjunto de "tom político", ante uns 50 mil residentes boliviano na Argentina que concurrerão ao ato.

O embaixador boliviano revelou que esses documentos são de caráter multicultural, "com base na filosofia indígena de compartilhar e o princípio de reciprocidade".

Negócio das transnacionais

Ortiz recordou que antes da nacionalização dos hidrocarbonetos decretada por Morales, por decisão dos governos de Carlos Menem, da Argentina, e Jaime Paz Zamora, da Bolívia, os negócios no setor eram feitos entre transnacionais.

Em sua avaliação, o neoliberalismo da década de 1990 pensava que não necessitávamos complementar-nos nemm compartilhar recursos naturais e só nos exigiam que exportássemos a outros mercados a qualquer preço.

Qualificou de inteligente a atitude de Kirchner, que estimou, optou pela complementaridade com a Bolívia ao invés de adotar o uso do GNL.

"É uma forma de reposicionar a soberania dos estados, porque é o bem-estar de seus povos que está em jogo", acrescentou.

Por último esclareceu que o futuro acordo energético exclui a venda de hidrocarbonetos a Chile através da Argentina.

"Não é bom que alguém venda um produto a outro se podemos comercializar diretamente", e isso foi conversado de maneira amável, destacou Ortiz a Télam.



Fonte: Agéncia Boliviana d
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