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Exportaçôes

Vendas de veículos superam as de petróleo, em fevereiro

23/03/2006 | 00h00

As exportações do Estado do Rio de Janeiro tiveram ótimo desempenho em fevereiro, com crescimento de 38,8% sobre igual mês de 2005, segundo a avaliação da Firjan. O aumento é decorrente da elevação de 32,6% das vendas externas de petróleo e também da alta de 37,2% registrada pelos manufaturados, cuja receita cambial superou a do principal produto da pauta exportadora fluminense, o petróleo.

Com superávit de US$ 60 milhões, formado por exportações de US$ 636 milhões e importações de US$ 576 milhões, no segundo mês do ano, a balança comercial do estado apresenta o saldo comercial de US$ 2,26 bilhões, de março de 2005 a fevereiro deste ano, marca recorde para o período de 12 meses.
 
O total exportado acumulado nos últimos 12 meses, de US$ 9,012 bilhões, ultrapassou pela primeira vez na série histórica, iniciada em 1991, a barreira de US$ 9 bilhões e é mais do que o dobro do que o estado exportava há apenas três anos, comemorou Luciana de Sá, chefe da Assessoria de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), ao divulgar nesta quarta-feira, dia 22, o Boletim Rio Exporta.
 
As importações, por sua vez, tiveram alta modesta em fevereiro: apenas 5,7%, devido à retração de 13,5% das compras de petróleo no mercado internacional. Nos dois primeiros meses deste ano, o crescimento foi ainda menor, de 4,4%, para se limitar a 0,8% no acumulado dos 12 últimos meses e chegar à queda de 2,6% em relação a janeiro passado.
 
As importações do estado mostram estabilidade, na faixa de US$ 6,7 bilhões no período de 12 meses, desde o início de 2005, com tendência à ligeira queda, avalia Luciana de Sá. "Os números de importação do Rio se descolaram da tendência observada nas importações do país, que já apresentam recuperação", disse ela. Esse comportamento, a seu ver, estaria diretamente relacionado com o petróleo, podendo refletir o aumento da produção doméstica.
 
O diretor do Centro Internacional de Negócios, Amaury Temporal, lembrou ainda que o aumento da produção interna de petróleo não significa a eliminação das importações do produto, na medida que o Brasil não tem capacidade de refino de petróleo pesado, característica da quase totalidade da produção brasileira. Em contrapartida, acrescentou, o país precisa importar petróleo leve.
 
Com a queda das importações de petróleo, as importações totais do Rio mostram crescimento abaixo da média nacional. No primeiro bimestre deste ano, as importações do estado aumentaram 4,4% contra 20,7% de crescimento do total importado pelo país. No mês, a queda das importações de petróleo, no valor de US$ 220 milhões, em relação a fevereiro de 2005, foi mais acentuada, chegando a 13,5%, em contraste com a expansão de 32,6% das vendas do produto ao exterior, no montante de US$ 235 milhões, em igual comparativo. As exportações de petróleo elevaram as vendas externas de produtos básicos para US$ 236,3 milhões.
 
Desempenho mais favorável ainda tiveram as exportações de produtos manufaturados, no valor de US$ 282,1 milhões, correspondente à alta de 37,2%. Os destaques foram as indústrias de material de transporte e química, com crescimento de 63,1% e de 312,5%, respectivamente, das exportações em fevereiro ante o mesmo mês de 2005. Em material de transporte, as vendas externas fluminenses de automóveis, ônibus e caminhões apresentam dinamismo forte, com aumento de 334,8% no mês e acumularam 184,1% no primeiro bimestre deste ano. O desempenho da indústria automotiva fluminense no mercado externo garantiu-lhe a quarta colocação no ranking dos principais produtos exportados pelo estado.
 
Entre os produtos químicos destacaram-se óleos combustíveis, cujas vendas cresceram 156% no mês e 289,7% no ano. Os laminados de aço também sobressaem na pauta exportadora fluminense, com vendas 9,6% superiores a fevereiro de 2005 e com alta de 57,7% no ano. O novo patamar das exportações fluminenses reposicionaram o Estado do Rio de Janeiro para o quinto lugar entre os estados exportadores do país, avanço considerável para quem ocupava a oitava colocação em 2000.
 
Principais parceiros comerciais
 
O principal destino das exportações fluminenses, em fevereiro, foram os EUA, com vendas de US$ 101 milhões, o que representou 15,9% do total do estado. As vendas para aquele país aumentaram 46,8% no mês e 134,3% nos primeiros dois meses deste ano. Portugal, com US$ 71 milhões e crescimento de mais de 1.000%; Argentina, com US$ 37 milhões e avanço de 125,7%, além de Bahamas, Cingapura, Chile e Aruba, foram os compradores mais representativos dos produtos fluminenses.
 
Já em relação às importações, a Arábia Saudita foi a grande vendedora para o estado, basicamente de petróleo, no valor de US$ 119 milhões, ou seja, 20,7% do total importado, correspondendo a um aumento de 43,6% sobre o mesmo mês de 2005. Os EUA foram o segundo maior país de origem das importações fluminenses, com US$ 113 milhões, seguido pelo Iraque, com US$ 81 milhões; Reino Unido, com US$ 59 milhões; e, França, com US$ 41 milhões.



Fonte: Redação
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