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Vale

Várias usinas chinesas aceitam reajuste

25/09/2008 | 04h43

O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que várias usinas siderúrgicas na China já aceitaram o aumento de aproximadamente 11% nos preços do minério de ferro pedido pela empresa, de acordo com reportagem divulgada ontem pela revista Época.

 

Na semana passada, representante de associação que reúne produtores de aço da China havia afirmado que as empresas poderiam preterir o minério brasileiro caso a Vale insistisse no aumento. Em entrevista veiculada no site da revista, o executivo afirmou que existem compradores oferecendo prêmio de preço pelo minério de Carajás e que a companhia pretende apenas alinhar os valores cobrados das chinesas com aqueles praticados na Europa.

 

"Não estamos brigando (com as chinesas). Aqui não se briga com cliente", afirmou Agnelli. Segundo ele, o mercado chinês continua muito forte.

 

"Evidentemente essa demanda cresce aqui na Vale. Tem várias e várias usinas querendo comprar nosso minério. E a gente está dizendo o seguinte: queremos unificar o preço europeu com preço asiático, já que a demanda está muito mais forte lá na China. E o minério de Carajás, que é de melhor qualidade, pelas condições de mercado, é produto escasso hoje", acrescentou Agnelli.

 

O executivo afirmou que tem muita gente que bate na porta da empresa, querendo pagar até ágio. "O que a gente está fazendo é normalizando um pouco mais esse mercado. Faz todo sentido, pela demanda chinesa, pelo frete e pela qualidade, que o minério de Carajás tenha prêmio, preço maior", disse Agnelli.

 

A sistema de negociação de preços no setor de minério de ferro sofreu ruptura neste ano, quando duas das rivais da Vale, a Rio Tinto e a BHP, resolveram não seguir o acordo fechado no início do ano pela brasileira.

 

Rio Tinto e BHP, alegando que o custo dos chineses para transportar minério produzido na Austrália seria muito menor do que o para o transporte do produto brasileiro, conseguiram aumentos maiores que os obtidos pela Vale, que ficaram entre 65% e 71%. Agora, a Vale busca reajuste extra junto aos asiáticos."Várias usinas chinesas já aceitaram. Mas estamos no meio da negociação", afirmou Agnelli, acrescentando que o aumento pretendido é para 2008. Em 2009, deverá ocorrer nova rodada de negociações para os contratos de longo prazo.

 

Questionado sobre a tendência para as commodities, Agnelli afirmou que a urbanização e os projetos de infra-estrutura em países em desenvolvimento, como Rússia, China e Índia, vão manter forte a demanda. Mas ele também prevê alguma acomodação nos preços.



Fonte: Jornal do Commercio
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