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Empresas

Vale vai priorizar projetos e cortar investimentos

30/01/2013 | 15h01

 

Apesar das previsões otimistas para o preço do minério de ferro, a Vale vai cortar investimentos em 2013 e numa postura mais conservadora a decisão é priorizar apenas um projeto de cada área de atuação da companhia por vez, segundo o diretor-financeiro da mineradora Luciano Siani.
Os investimentos vão cair de US$ 17,5 bilhões em 2012 (estimativa de dezembro) para US$ 16,3 bilhões previstos previstos para 2013.
Inicialmente, a meta da Vale era aplicar US$ 21 bilhões no ano passado, mas a cifra sofreu redução ao longo do ano diante da redução do preço do minério de ferro e da menor geração da caixa da empresa.
Ex-funcionário de carreira do BNDES e representante do banco no Conselho de Administração da Vale, Siani culpou, de modo indireto e sem mencionar nomes, a ex-administração de Roger Agnelli, que presidiu mineradora até maio de 2013, por não entregar projetos prometidos (muitos sem licença ambiental).
Tal postura fez, afirma, os investidores negociarem as ações da mineradora com "um desconto". Diante disso, a Vale perdeu o posto de segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado para a concorrente australiana Rio Tinto.
"A Rio Tinto tem entregue o que prometeu na área de minério de ferro e aumentou sua produção. Nós, não", disse Siani.
Sem novos projetos, diz, a produção de minério de ferro não cresce desde 2007 e a empresa precisa investir no seu principal e mais rentável produto para ganhar mercado. Hoje, a produção está estagnada na faixa de 300 milhões de toneladas ao ano.
Dentro de uma visão mais seletiva, a Vale vai priorizar a nova mina e expansão do sistema logístico de Carajás na área de minério de ferro, que receberá US$ 2,1 bilhões em 2013. A empreendimento estará a plena capacidade só no fim de 2017, quando extração de minério saltará para 407.
O projeto de Simandou, na Indonésia, não está nos planos imediatos e pode ficar para depois de 2018, quando se encerra o ciclo de investimentos em Carajás. A Vale gastou US$ 2,5 na aquisição das reservas.
Outros projetos
Ainda em minério de ferro, a revitalização de antigas minas em Minas Gerais, para recuperar produção e qualidade do minério, terá US$ 1,1 bilhão em 2013.
Fora do minério, o maior aporte previsto é US$ 1,4 para ampliação do corredor logístico (porto e ferrovia) da mina de carvão de Moçambique. A Vale, diz, busca um sócio para esse projeto.
Para o analista Felipe Hirai, do Bank of America, o setor de mineração em todo o mundo (inclusive a Vale) passou a priorizar a redução de custos e projetos com mais rentabilidade em detrimento ao aumento do faturamento. O motivo, diz, foi a desaceleração da demanda mundial por minérios e metais.
Os investimentos, diz, devem subir, em média, 20% em 5 anos. "Antes, víamos empresas falando em dobrar de tamanho nesse período".
Rebaixamento de ativos
Siani disse ainda que a mineradora poderá rebaixar a avaliação de alguns de seus ativos (minas, unidades de produção etc), o que tem impacto no balanço da companhia. A medida, diz, é necessária para dar o real valor atualizado dos ativos da companhia, mas não falou em valores.

Apesar das previsões otimistas para o preço do minério de ferro, a Vale vai cortar investimentos em 2013 e numa postura mais conservadora a decisão é priorizar apenas um projeto de cada área de atuação da companhia por vez, segundo o diretor-financeiro da mineradora Luciano Siani.


Os investimentos vão cair de US$ 17,5 bilhões em 2012 (estimativa de dezembro) para US$ 16,3 bilhões previstos previstos para 2013.


Inicialmente, a meta da Vale era aplicar US$ 21 bilhões no ano passado, mas a cifra sofreu redução ao longo do ano diante da redução do preço do minério de ferro e da menor geração da caixa da empresa.


Ex-funcionário de carreira do BNDES e representante do banco no Conselho de Administração da Vale, Siani culpou, de modo indireto e sem mencionar nomes, a ex-administração de Roger Agnelli, que presidiu mineradora até maio de 2013, por não entregar projetos prometidos (muitos sem licença ambiental).


Tal postura fez, afirma, os investidores negociarem as ações da mineradora com "um desconto". Diante disso, a Vale perdeu o posto de segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado para a concorrente australiana Rio Tinto.


"A Rio Tinto tem entregue o que prometeu na área de minério de ferro e aumentou sua produção. Nós, não", disse Siani.


Sem novos projetos, diz, a produção de minério de ferro não cresce desde 2007 e a empresa precisa investir no seu principal e mais rentável produto para ganhar mercado. Hoje, a produção está estagnada na faixa de 300 milhões de toneladas ao ano.


Dentro de uma visão mais seletiva, a Vale vai priorizar a nova mina e expansão do sistema logístico de Carajás na área de minério de ferro, que receberá US$ 2,1 bilhões em 2013. A empreendimento estará a plena capacidade só no fim de 2017, quando extração de minério saltará para 407.


O projeto de Simandou, na Indonésia, não está nos planos imediatos e pode ficar para depois de 2018, quando se encerra o ciclo de investimentos em Carajás. A Vale gastou US$ 2,5 na aquisição das reservas.



Outros projetos


Ainda em minério de ferro, a revitalização de antigas minas em Minas Gerais, para recuperar produção e qualidade do minério, terá US$ 1,1 bilhão em 2013.


Fora do minério, o maior aporte previsto é US$ 1,4 para ampliação do corredor logístico (porto e ferrovia) da mina de carvão de Moçambique. A Vale, diz, busca um sócio para esse projeto.


Para o analista Felipe Hirai, do Bank of America, o setor de mineração em todo o mundo (inclusive a Vale) passou a priorizar a redução de custos e projetos com mais rentabilidade em detrimento ao aumento do faturamento. O motivo, diz, foi a desaceleração da demanda mundial por minérios e metais.


Os investimentos, diz, devem subir, em média, 20% em 5 anos. "Antes, víamos empresas falando em dobrar de tamanho nesse período".



Rebaixamento de ativos


Siani disse ainda que a mineradora poderá rebaixar a avaliação de alguns de seus ativos (minas, unidades de produção etc), o que tem impacto no balanço da companhia. A medida, diz, é necessária para dar o real valor atualizado dos ativos da companhia, mas não falou em valores.



Fonte: Folha de São Paulo
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