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Gás natural

Vale negocia com Petrobras novo modelo energético

09/09/2004 | 00h00

A Companhia Vale do Rio Doce está negociando com a Petrobras um modelo que viabilize a substituição de energia elétrica por gás natural no fornecimento a indústrias eletro-intensivas, como as dos setores de alumínio e de ferro-ligas.
Além da alteração da matriz energética, com a maior participação do gás natural, a Vale quer preços diferenciados no fornecimento de gás ao setor industrial, e de acordo com o tipo de indústria.
- O Brasil tende a não ter energia a custo competitivo e corre sério risco de perder investimentos - destaca o diretor-executivo de Planejamento e Gestão da Vale, Gabriel Stoliar, lembrando que o custo de energia elétrica no Brasil é de US$ 30/ MW, enquanto no mundo varia de US$ 9 a US$ 11. - Estamos discutindo com a Petrobras formas de desvinculação do preço único de gás da Bolívia.
Para Stoliar, o gás, a preço competitivo, deve ser um vetor para o desenvolvimento industrial do país.
A Vale, além de maior produtora e exportadora de minério de ferro do mundo, é também grande produtora de alumínio. Stoliar participou ontem do seminário Revitalização da Economia do Rio, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Ele alertou também para riscos de paradão no sistema de transportes nacional, devido a gargalos de logística.
Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, o Porto de Sepetiba será importante vetor de desenvolvimento do Estado do Rio, devendo sediar um novo pólo industrial, com potencial para a instalação de nova usina siderúrgica e petroquímica. Sem revelar nomes, Lessa disse que o banco vem conversando com dois diferentes grupos interessados em investimentos em siderurgia em Sepetiba. Da mesma forma, a Petrobras estuda a instalação de planta petroquímica na região.
- A Bunge (multinacional do setor agrícola) começará a operar terminal de grão em Sepetiba, embarcando três milhões de toneladas em 2005 - destacou.
- Um grupo de empresários brasileiros interessados em investir em petroquímica procurou a gente. São conversas iniciais - acrescentou o gerente-executivo de novos negócios da Petrobras, José Lima de Andrade Neto, sem citar nomes.
Segundo ele, a Petrobras vai investir, no Rio, US$ 21,1 bilhões entre 2004 e 2010.
- É mais da metade do valor investido no Rio ao longo dos últimos 50 anos pela empresa.
O montante faz parte dos investimentos totais de US$ 53,6 bilhões previstos pela estatal do petróleo no período, dos quais US$ 46 bilhões aplicados no país e US$ 7,6 bilhões no exterior. Andrade Neto não revelou quanto será destinado à Argentina, que reivindica maior presença da Petrobras.
- Em todo país em que estamos presentes, o sonho do governo é que a Petrobras invista mais. O que dizemos para eles é que, se for um bom negócio empresarial, estaremos dispostos a investir.
Durante o seminário, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, João Carlos Garcia, assinaram convênio, no valor de R$ 300 milhões, para financiamentos de capital de giro e desconto de títulos de pequenas e microempresas fluminenses. Na próxima quarta-feira, a Caixa lançará nova linha de financiamento no valor de R$ 200 milhões para revitalização de áreas urbanas centrais e sítios históricos, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).



Fonte: Jornal do Brasil
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