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Siderurgia

Vale fecha com Arcelor e isola chineses

24/05/2006 | 00h00

A Vale do Rio Doce fechou o círculo em torno das usinas de aço da China ao firmar acordo com mais dois grandes consumidores de minério de ferro: a européia Arcelor e a China Steel, de Taiwan, 25ª quinta maior do mundo. A expectativa agora, segundo fonte próxima das negociações, é que a resistência dos chineses possa se exaurir na próxima semana, pondo fim ao processo de entendimentos entre mineradoras e siderúrgicas para acertar o novo preço do minério para o ano de 2006. As rodadas de acerto já duram quase seis meses.

Este ano, o enfrentamento foi maior entre mineradoras e siderúrgicas, dada a pretensão da chinesa Baosteel em liderar as negociações pela primeira vez na história, já que a China é a maior consumidora do insumo no mercado mundial. A batalha da mineradora brasileira começou com uma barreira formada por uma tríplice aliança que uniu três gigantes do aço - Baosteel, Arcelor e a líder japonesa Nippon Steel. O objetivo era conseguir para 2006 uma forte redução nos preços do seu principal insumo, pois consideravam que os 71,5% de aumento no ano passado já representavam uma alta excessiva.

O acordo entre as três grandes usinas previa que os chineses fechassem o primeiro acordo de preços, criando uma referência para todo o mercado siderúrgico. Mas, não contavam com a astúcia da Vale, que buscou quebrar esta aliança ao fazer uma manobra diversionista. A brasileira firmou o primeiro contrato de reajuste, de 19%, com a ThyssenKrupp.

O grupo alemão vinha de um desgaste grande com a Arcelor na briga pelo controle da usina de aço canadense Dofasco. Ao assumir uma postura independente, a Thyssen erodiu a liderança da Arcelor na Europa, que já se encontrava fragilizada pela oferta hostil de aquisição da rival Mittal.

No Japão, o movimento das usinas foi parecido. A adesão das siderúrgicas japonesas de grande porte, como JFE, Sumitomo e Kobe a proposta da Vale, seguindo o exemplo da alemã, forçou a Nippon a se juntar a seus pares para não perder a liderança no processo. Com isso, rompeu de vez a tríplice aliança, isolando a Baosteel.

Independente da resposta da China, que até agora não fez uma proposta de preço alternativo para as mineradoras, a Vale já trabalha com o reajuste de 19% como referência de preço do mercado de minério de ferro este ano. Os australianos fecharam o mesmo percentual para o minério granulado com a coreana Posco. "Cerca de 80% do mercado já absorveu este aumento", relata uma fonte. Por conta desses acertos, a mineradora já começou a faturar este mês o novo preço dos finos (US$ 46,80 FOB, a tonelada). Na média, a alta é de reajuste é de 17% devido a queda de 3% no preço das pelotas).

Os contratos de fornecimento com as usinas têm cláusulas retroativas. Na Ásia, começa em abril; na Europa, em janeiro.

A Vale continua negociando com a Baosteel, sua interlocutora chinesa no processo. A mineradora se nega a negociar com a Cisa, entidade do setor na China. Mas, mesmo nessa situação indefinida do maior comprador mundial, segundo apurou o Valor, os contratos de fornecimento da Vale com os chineses seguem o reajuste de preço em vigor para as usinas japonesas e até agora estes termos não mudaram. "Eles (os chineses) ainda são caudatários dos japoneses", relatou a fonte.

Apesar da queda-de-braço ainda em curso, o que pesa mais nessas negociações é o comportamento do mercado, que continua bastante apertado em termos de oferta para uma demanda crescente de minério. A China, em projeções recentes feitas pela Vale, deve demandar este ano 320 milhões de toneladas de minério de ferro no mercado transoceânico, ou 45% desse total, ante 270 milhões de toneladas no ano passado. O mercado oceânico, abastecido pelas mineradoras Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, deve movimentar até dezembro cerca de 670 milhões de toneladas do insumo, ante 600 milhões de toneladas em 2005. No Brasil, a Vale trabalha para colocar nesse mercado (produção própria mais minério adquirido de terceiros) 280 milhões de toneladas, das quais 10 a 12 milhões de terceiros.



Fonte: Valor Econômico
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