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Agroenergia

USJ e Cargill próximas de uma aliança

25/05/2011 | 10h10
O grupo Usina São João (USJ), de Araras (SP), deve anunciar nos próximos dias a venda de uma participação de 50% em suas duas usinas em Goiás, uma delas em construção. Conforme publicou o Valor, três players vinham disputando os ativos: Nova Fronteira Bioenergia (São Martinho / Petrobras Biocombustíveis), Cargill e Raízen (Cosan/Shell). Mas, conforme apurou o Valor, a operação tende a ser fechada com a Cargill.
 

Isso porque, segundo pessoas próximas às negociações, a multinacional americana, além de estar se mostrando muito interessada no negócio, é a única entre as três pretendentes que está disposta a abrir mão de ser controladora, o que converge com o desejo dos acionistas da São João, da tradicional família Ometto.
 

As outras pretendentes, Nova Fronteira e Raízen, não querem ser minoritárias. Em suas respectivas propostas entregues ao Banco Votorantim, que assessora o grupo São João, as duas companhias querem negociar o controle das duas usinas de Goiás. Procuradas, Nova Fronteira, Raízen e Cargill não comentaram. A USJ afirmou desconhecer o assunto.
 

Além disso, a unidade da São João que está operando em Goiás, a usina São Francisco, tem um mix muito "açucareiro". Cerca de 70% da moagem de cana serve à produção de açúcar, e isso seria uma desvantagem para empresas como Nova Fronteira e Raízen, que têm grandes parcerias com companhias de petróleo que querem avançar em biocombustíveis.
 

Além disso, diz outra fonte consultada, ainda persiste entre as empresas mais tradicionais do segmento, como a São João, uma resistência em vender controle de suas usinas para outro "usineiro". "Elas preferem vender a uma multinacional. Ameniza o sentimento de orgulho ferido".
 

Comenta-se no mercado que o desfecho da venda da participação já está atrasado - deveria ter acontecido na última sexta-feira.
 

Diferentemente de Raízen e São Martinho, a Cargill não tem larga experiência na operação do negócio de cana-de-açúcar, por isso a múlti estaria concordando em não comprar o controle. Seria uma oportunidade para a companhia americana fortalecer sua posição no segmento, que por enquanto se resume a uma usina localizada em Patrocínio Paulista (SP), a Cevasa.
 

A pleno vapor, as duas unidades de Goiás do grupo USJ terão condição de processar 7,5 milhões de toneladas de cana por safra. Por enquanto, apenas a usina São Francisco, de Quirinópolis, opera com moagem próxima de 5 milhões de toneladas e produção de açúcar, etanol e energia elétrica. Ao fim da temporada 2009/10, o endividamento da USJ estava em R$ 1,1 bilhão, o equivalente a sete vezes sua geração de caixa.


Fonte: Valor Econômico
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