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Álcool

Usineiros longe do BNDES

06/03/2006 | 00h00

Com menos procura de produtores, banco prevê queda de 35% dos desembolsos para o setor sucroalcooleiro neste ano A explosão do consumo de álcool e o preço recorde do açúcar no mercado internacional não bastam para convencer produtores a investir para aumentar a oferta. Levantamento dos empréstimos feitos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que a instituição financiará apenas um quarto dos projetos de construção de usinas de cana-de-açúcar previstos ou em andamento atualmente. De acordo com o banco, somente 12 em um universo de 50 empreendimentos estão sendo financiados com seus recursos.
A constatação coloca em xeque reivindicações feitas pelos próprios usineiros ao governo federal. Durante as negociações para o controle dos preços do combustível, lideranças do setor cobraram da União recursos da ordem de R$ 3,5 bilhões para aumentar estoques. No entanto, não comparecem ao braço mais importante do governo para a liberação de crédito. Os desembolsos do BNDES para o setor deverão recuar 35%, de acordo com previsão de orçamento para 2006. No ano passado, o banco de fomento emprestou R$ 845 milhões para a construção de usinas e plantio de cana-de-açúcar. Em 2006, os desembolsos para os mesmos fins não deverão passar de R$ 548,2 milhões.

O levantamento, entretanto, desconsidera operações indiretas, que podem melhorar o desempenho de empréstimos, conforme pondera o chefe do Departamento de Agroindústria do BNDES, Jaldir Freire Lima.

- Perguntei a um investidor por que ele, em vez de construir duas usinas com recursos próprios, não levanta quatro usinas com nosso financiamento. Ele disse que não quer arriscar - resume Freire.

Com base em encontros com empresários do setor, prática que faz parte do seu cotidiano, Freire afirma que o caso ilustra o que está acontecendo com a maioria dos usineiros. Mas o medo de arriscar é apenas uma das três razões que explicam por que o setor sucroalcooleiro está à margem do crédito. Outro motivo está nos ganhos expressivos, a partir da escalada dos preços e do consumo, que reduzem a necessidade de endividamento. O elevado grau de informalidade entre os produtores e a ausência dos documentos necessários também afastam os produtores de álcool do crédito.

Na análise do executivo do BNDES, os empresários não deveriam temer investimentos, já que a tendência é de crescimento do mercado em todas as possibilidades - açúcar e etanol.

Segundo diz, o mercado de açúcar nacional é seguro, cresce de acordo com o mercado vegetativo. No exterior, a situação se mostra ainda mais confortante, com aumento de consumo pelos países europeus. No caso do álcool, mesmo que o consumo recue por causa da alta de preços, o fato é que maior parte dos veículos vendidos no ano passado foram motores bicombustíveis.



Fonte: Jornal do Brasil
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