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Pernambuco

Usinas vão investir em refinarias no estado

01/09/2008 | 04h59

As usinas sucroalcooleiras do estado de Pernambuco querem aumentar a produção de açúcar refinado ou branco, que no mercado internacional tem preço mais valorizado que o tipo demerara, exportado em larga escala pelo Brasil.

 

Os investimentos nessas três refinarias, que deverão ser tocados pelos grupos Farias, EQM e usina União e somam cerca de R$ 45 milhões, são estimulados por um projeto ainda maior: a construção de um terminal para exportação de açúcar branco no porto de Suape (PE). Esse terminal tem como principal acionista a trading inglesa ED&F Man, uma das maiores exportadoras mundiais de açúcar, e receberá aporte de US$ 50 milhões.


Segundo a ED&F, o terminal está "na fase de licenciamento e engenharia" e deverá entrar em operação em julho de 2010.

Segundo maior produtor de açúcar refinado do país, Pernambuco oferece vantagens logísticas em relação a São Paulo, o maior produtor desse tipo de açúcar. As usinas de Pernambuco produzem cerca de 1,7 milhão de toneladas de açúcar, dos quais cerca de 800 mil toneladas são exportadas. Desse total, 500 mil toneladas são do tipo refinado.


Os portos de Suape e de Recife já exportam açúcar branco, mas agora ganharão maior escala com a chegada da ED&F Man. Das 23 usinas do Estado, apenas oito refinam o produto. Com esses novos projetos, as unidades refinadoras vão chegar a 11 na safra 2009/10.


"As usinas de Pernambuco querem agregar valor ao produto para compensar as adversidades de topografia [acidentada] e de instabilidade climática que afetam os custos de produção no Estado", disse Renato Cunha, presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar/PE). As usinas também estão investindo em variedades de cana mais produtivas.

 

De uma maneira geral, o açúcar refinado tem um preço maior que o demerara. Na semana passada, esse tipo de açúcar estava pagando 25% mais. Nos últimos 12 meses, os preços do açúcar branco subiram 41,3% na bolsa de Londres.

 

Com custos agrícolas maiores que os do centro-sul do país, as usinas do Nordeste conseguem compensar no frete. A distância de uma usina do Nordeste até os portos da região variam de 30 a 60 quilômetros. No centro-sul, a distância mínima de uma usina de Ribeirão Preto, por exemplo, até o porto de Santos é de 300 quilômetros, observa Plínio Nastari, presidente da consultoria Datagro. "O frete oceânico também é menor porque os portos do Nordeste estão geograficamente próximos aos países importadores, se comparados com o de Santos", disse.

 

Uma das maiores companhias do setor sucroalcooleiro do país, com sede em Pernambuco, o grupo Farias planeja construir uma refinaria para entrar em operação na próxima safra, a 2009/10. "Já tivemos refinaria, mas a unidade foi desativada há alguns anos", disse Eduardo Farias, presidente do grupo.

 

O grupo Farias vai aumentar a produção de açúcar branco da unidade do Rio Grande do Norte. Os volumes produzidos nesse Estado deverão ser também escoados por Suape. Com usinas em Goiás, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e um projeto no Acre, o grupo deverá processar 8,5 milhões de toneladas de cana em 2008/09.

 

O grupo pernambucano EQM, presidido pelo empresário Eduardo Queiroz Monteiro, também deverá construir uma refinaria, que poderá entrar em operação na próxima safra. "Agora, estamos concluindo a expansão de nossa destilaria, que terá capacidade para 600 mil litros de álcool por dia, ante os 180 mil litros anteriores", disse o empresário.


O grupo, que também já teve refinaria nos anos 1970, produz hoje 140 mil toneladas de açúcar no Estado. A terceira refinaria deverá ser construída pela usina União, segundo Renato Cunha, do Sindaçúcar/PE. Procurada, a usina não retornou as ligações.

 

A ED&F Man terá 51% do capital do terminal, que será construído em parceria com um pool de usinas pernambucanas e a belga Manuport. O terminal terá capacidade estática de armazenagem de 120 mil toneladas de açúcar. A expectativa é de que o terminal movimente entre 800 mil e 1 milhão de toneladas/ano. Suape não tem limitação de calado, o que permite a recepção de navios de grande porte, e poderá receber navios com tecnologia Bibo (Bulk-in, bags-out), pronto para receber açúcar ensacado.

 

O investimento da trading em Suape é estratégico, uma vez que o porto está próximo do norte da África. Os principais clientes da trading estão na África, no Oriente Médio e no Leste Europeu. Com sede em Londres, a trading também opera com café, cacau, açúcar, álcool e atua na área de logística.



Fonte: Valor Econômico
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