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Energia

Usinas eólicas chegam ao mercado livre

29/03/2011 | 09h42
A energia dos ventos vai efetivamente chegar ao mercado livre neste ano. Em menos de cinco dias, duas grandes empresas do setor, a CPFL Energia e a Tractebel, anunciaram investimentos de R$ 1,2 bilhão em dez parques eólicos que terão capacidade de gerar 300 MW. Essa energia será comercializada exclusivamente neste mercado. As duas empresas abrem assim um potencial de mercado que está sendo muito cobiçado pelos grandes fundos de 'private equity' no país, que hoje tem participações em empresas de energia e estão interessados em rentabilizar mais efetivamente os projetos de energias alternativas por meio da venda a consumidores livres.
 
 
O presidente da CPFL, Wilson Ferreira Junior, diz que seus acionistas aprovaram um investimento de R$ 600 milhões em cinco parques que terão capacidade de gerar 150 MW. Ele explica que os projetos tendem agora a sair do papel porque o governo regulamentou a forma de medir a chamada energia assegurada desses empreendimentos. Esse cálculo permite obter quanto de energia, na média, é gerada durante o ano. Com os investimentos já comprometidos pela CPFL em leilões do governo federal, o total de projetos eólicos vai somar R$ 1,5 bilhão a serem aplicados em dois anos. Todos eles com turbinas da alemã Wobben.
 

A empresa, entretanto, ainda tem muitos desafios pela frente para conquistar mercado de geração nos próximos anos. De fora dos grandes empreendimentos hidrelétricos da Amazônia leiloados nos últimos anos, a empresa se prepara para participar da disputa das usinas da bacia do Teles Pires e também do rio Tapajós. Mas Ferreira garante que vai priorizar o retorno mínimo a seus acionistas.
 

O último leilão em que a CPFL participou foi o da hidrelétrica de Teles Pires. Com uma tarifa um pouco superior a R$ 70, a empresa (associada à Cemig e Andrade Gutierrez) perdeu a disputa para Neonergia, que ofereceu R$ 58 de tarifa. Como Neoenergia e CPFL têm um sócio em comum, a Previ, logo o mercado entendeu que seria a Camargo Corrêa o acionista que estaria travando o crescimento em geração da empresa.
 
 
No passado, executivos da Previ entendiam que havia um conflito latente na CPFL já que a Camargo é uma construtora e disputa contratos para as construções de hidrelétricas. Por seu lado, a Neoenergia teria mais liberdade de contratar a construtora que desse o menor preço. A nova administração do fundo de pensão, entretanto, não tem essa visão da empresa, mas está atenta à competição que existe no mercado construção pesada e como isso influencia a CPFL.
 

Mas não foi só a CPFL que perdeu o leilão de Teles Pires. Outra gigante do setor, a GDF Suez, saiu do leilão na última hora apesar de ter a Eletronorte, empresa que mais estudou o projeto, como sócia na disputa. A empresa tem seus próprios problemas com as usinas de Jirau e Estreito, que tiveram seus custos elevados ao longo da construção. Dessa forma, Teles Pires acabou se tornando bastante arriscada. A usina tem menos de quatro anos para ser construída e não tem ainda licença ambiental. Os acionistas da GDF Suez na Europa não aprovaram que a empresa no Brasil sequer desse um lance no leilão.
 

E parece ser na energia eólica que estes grupos vão buscar rentabilizar seus sócios em novos investimentos de geração. A subsidiária do grupo franco belga, a Tractebel, anunciou na semana passada que seu conselho de administração aprovou um investimento de R$ 625 milhões em cinco parques eólicos e toda a energia será vendida no mercado livre. Os equipamentos serão fornecidos pela Siemens e o pacote eletromecânico é da WEG. Os parques têm previsão de ficarem prontos em outubro de 2012. Os da CPFL estão previstos para o terceiro trimestre de 2013 e ainda dependem da aprovação da energia assegurada pela Aneel.
 
 
As duas empresas são tradicionais no setor de comercialização. Por produzirem energia hidráulica, elas acabam competitivas pois, têm os riscos de perdas comerciais quando minimizados caso os ventos não soprem. A complementariedade às hidrelétricas é bastante efetiva. Por este motivo, quem está de olho nesse mercado é a Omega Energia, empresa que gera energia por meio de pequenas centrais hidrelétricas e pertence aos fundos Tarpon e Pincus (um dos maiores do mundo). Recentemente, o presidente da Omega, Antônio Augusto Bastos, disse ao Valor que em função dos preços apertados da energia eólica nos leilões do governo, seria no mercado livre que a empresa iria maximizar retorno.


Fonte: Valor Econômico
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