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Energia Alternativa

Usina solar começará a ser duplicada neste mês

05/08/2011 | 09h50
A primeira usina solar comercial da América Latina, localizada em Tauá, foi inaugurada ontem já com anúncio de sua primeira expansão. Até o final deste mês, deverão ser iniciadas as obras de duplicação da capacidade produtiva do empreendimento, hoje de 1 megawatt (MW). O anúncio foi feito por Eduardo Karrer, presidente da MPX, empresa gestora do empreendimento, durante a solenidade realizada no município sertanejo, divulgando um novo aporte de investimentos na planta de R$ 10 milhões.
 
 
A duplicação será feita através de uma parceria firmada com a multinacional GE. Um termo de compromisso foi assinado ontem, durante o evento, com o presidente da GE América Latina, Reinaldo Garcia. A empresa irá não somente fornecer os painéis fotovoltaicos (que captam a energia dos raios solares), mas também será parceria da MPX nesta fase do empreendimento. "Isso é muito importante, porque a GE é um parceiro estratégico para a nossa empresa. Este é um caminho rumo a essas expansões seqüenciais que vão ter, porque a GE também vai ser candidata a continuar investindo aqui nessa planta", informou Karrer. Entretanto, ele ponderou que as próximas expansões poderão contar com parcerias, mas também podem ser levadas à frente somente com investimentos da MPX.
 

Expectativa
 

De acordo com o presidente da MPX, a expectativa é de que as obras de implantação da segunda fase de usina sejam concluídas em um prazo de seis a oito meses, a partir da entrega dos painéis. "Ao longo de 2012 vamos inaugurar, com certeza", garante o executivo.
 

Karrer afirma que a empresa já está pensando nas três fases seguintes de expansão da usina, até que ela chegue aos 5 MW autorizados pela Aneel. "Eu espero que a gente tenha bastante agilidade para, ao longo do segundo semestre desse ano ou início do ano que vem, já podermos anunciar as outras expansões até 5 MW", declarou.
 

Em negociação
 

A MPX Tauá, como é chamada a usina, será ampliada mesmo sem ainda existir contrato de venda da energia produzida. Contudo, a MPX - que faz parte do grupo EBX, do empresário Eike Batista - está em negociação com grandes grupos empresariais, nacionais e estrangeiros, para fechar essa questão, garante Karrer. "Nós pretendemos anunciar nos próximos dias a comercialização dessa energia. Acho que vai ser um selo verde para aquele consumidor que vier a atrelar o seu consumo de energia elétrica a essa planta. Estamos bastante avançados (na negociação)", informou o presidente, sem informar o nome dos possíveis compradores.

O projeto da usina solar de Tauá programa futuramente a ampliação da planta para uma capacidade de produção de 50 MW, o que consumiria, ao todo, investimentos de R$ 500 milhões, considerando os atuais preçosdos painéis solares. Contudo, a expectativa é de que estes custos se reduzam com o tempo. "O que estamos apostando é que uma empresa como a GE, que é uma empresa global, que tem uma produção a nível mundial, possa propiciar preços crescentemente mais competitivos e, com isso, a gente vai poder acelerar as próximas fases da MPX Tauá", destaca Karrer.
 

Pioneirismo
 

Hoje, a planta ocupa 1,2 hectare de uma área de 200 hectares reservadas ao empreendimento. Ainda há bastante área para expandir, mas Karrer adiantou que a empresa pensa também em instalar novas usinas solares em outras localidades do País. "O pioneirismo da MPX tem esse objetivo: através da liderança conseguir ter ganhos de escala, e poder liderar essa curva de implantação de novos projetos. Temos muito o que crescer aqui, e também consideraremos outras localidades do País. O Nordeste vai, seguramente, ser, senão líder, um dos líderes no País nesse tipo de investimento.
 

AQUISIÇÃO
 
Estado fará leilão na nova matriz
 

O Governo do Estado deverá realizar, ainda este ano, um leilão para comprar energia elétrica produzida através de matriz solar, que será utilizada para consumo próprio. O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Zuza de Oliveira, informou que o edital deverá ser lançado logo após ser regulamentado o Fundo Estadual de Incentivo à Energia Solar (Fies), o que, garante, será realizado em breve.

Segundo Zuza, a energia a ser comprada pelo governo deverá ser utilizada nos equipamentos públicos estaduais. O leilão irá escolher quem oferecer o menor preço pelo magawatt/hora (MWh) a ser pago pelo Estado. Na prática, não só uma, como mais empresas podem sair vencedoras do leilão.

Custo
 

Atualmente, a energia solar ainda não é comercialmente viável. Enquanto que o custo de produção do megawatt/hora de energia através de hidrelétrica gira em torno de R$ 150, o de matriz solar chega a R$ 700. O objetivo do Fies é exatamente tornar viável essa produção, pagando ao empreendedor a diferença entre o valor da energia convencional e a solar. "Este é um incentivo pioneiro no País, que o Ceará está fazendo para subsidiar a geração de energia solar no Estado", reforça.
 

Zuza informa ainda que o Estado quer incentivar o consumo livre deste tipo de energia, fazendo com que empresas se interessem por consumir eletricidade produzida através dos raios solares. "Pensamos na possibilidade de criação de um selo, que mostraria a responsabilidade ambiental da empresa em estar investindo em uma energia limpa a renovável", diz.
 

Além desta ação localizada, o Ceará está se mobilizando, através de sua bancada federal, para tentar garantir a antecipação de um leilão específico da energia solar a ser lançado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Segundo o deputado federal Antônio Balhmann, existe uma sinalização do governo federal de realizar tal certame no próximo ano, mas os deputados querem adiantá-lo para ainda este ano. "O leilão dá mais segurança ao investidor para trazer a cadeia produtiva da energia solar", avalia.
 

COMERCIALMENTE VIÁVEL
 
"Preço competitivo em médio prazo"

O presidente da MPX, Eduardo Karrer, defende a realização de leilões específicos de energia solar como forma de garantir a sustentabilidade deste tipo de matriz energética. "Esperamos que o governo federal possa colocar mecanismos de contratação de energia, porque isso vai acelerar dramaticamente a possibilidade de instalação de outras usinas no Brasil. O governo central tem papel muito importante de indução".
 

Em relação ao preço da energia de matriz solar, Karrer acredita que ela pode se tornar, em curto ou médio prazo, competitiva. "Com a queda no preço dos equipamentos e aumento de escala dos empreendimentos, é possível que a gente consiga, que a gente possa entrar numa faixa de competitividade pra fornecimento a pequenas indústrias, a nichos residenciais".
 

"A queda no preço vem mais do aumento da escala de produção dos painéis, do que propriamente dos custos de operação, que não são tão altos", diz. Ele informou que a MPX irá anunciar pesquisas acopladas ao empreendimento.


Fonte: Diário do Nordeste
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