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Investimento

Usina de biodiesel de Quixadá receberá investimentos de R$ 14 mi

02/09/2011 | 10h02
Cerca de R$ 14 milhões serão investidos no Ceará pela Petrobras Combustível entre 2011 e 2012 na usina de Quixadá. Do todo, R$ 4 milhões serão empregados na infraestrutura da unidade. Já o restante será investido no Programa de Estruturação Produtiva, que beneficiará nove mil agricultores familiares cearenses que trabalham como fornecedores na produção de matéria prima para a fabricação de biodiesel. Com isso, os solos de cada um deles serão analisados para que a produção aumente e gere um incremento de até 35% no faturamento de cada um deles. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da subsidiária, Miguel Rosseto, que visitou a unidade local.

A quantia aplicada para todo o país no segundo programa é de R$ 45 milhões e mais R$ 5 milhões serão aplicados para os estados de Piauí e Pernambuco, enquanto o restante do montante será dividido entre as outras duas usinas de biocombustíveis, na Bahia e em Minas Gerais. Segundo Rosseto, o investimento visa transformar a unidade cearense na "grande alimentadora do Nordeste, do Piauí a Pernambuco". Ele ainda afirmou que dos 30 mil agricultores do estado, serão contemplados pelo programa "apenas os que estabeleceram uma fidelidade com a empresa na última safra".


Matrizes energéticas

Atualmente, de acordo com o apresentado pela Petrobras, a usina localizada no Sertão Central do estado produz 108,6 milhões de litros de biocombustível, ancorados, principalmente, no óleo extraído da soja, que chega a representar 75% da matéria prima utilizada. Os 25% restantes, segundo informou o gerente da unidade de Quixadá, Francisco de Assis Bezerra, é dividido entre sebo bovino e semente de algodão.

Já a cultura da mamona, que teve despejada sobre si a responsabilidade de alavancar a produção local e tornar-se a principal matéria prima na geração do biodiesel no Ceará, os diretores afirmaram que o preço dela ainda não compensa. "O preço do óleo da mamona é duas vezes mais caro que a do algodão", justificou o diretor de suplemento agrícola, Silvano Cavalcante.

Rosseto garantiu que, "hoje, trazer o óleo de soja das regiões produtoras é mais barato que usar o óleo de mamona produzido aqui". Ele ainda revelou que a estratégia é comprar a produção dos agricultores familiares, processarem e extraírem o óleo para vender a outros mercados, "pois dá mais lucro".


Expectativa

"A nossa expectativa este ano é ter nove mil toneladas para produzir em torno de 3,5 mil toneladas de óleo de mamona só no Ceará", revelou ainda estimando uma produção de 1,2 mil quilos da oleaginosa em até três anos.


Novas fontes

Além do investimento na produção de sementes, os diretores ainda informaram sobre o programa de coleta de óleos e gorduras residuais (OGR), ou seja, o óleo de cozinha. De acordo com Silvano, o potencial de aproveitamento do produto na produção de biodiesel chega a ser de 80% e parcerias com cooperativas de catadores de lixo de Quixadá e Fortaleza foram acordadas e, até o momento, 167 toneladas já foram processadas no Ceará.


Fonte: Diário do Nordeste
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