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Aposta

Usiminas vai unificar distribuição de aço

29/10/2008 | 03h28

A Usiminas está em negociações avançadas para formar uma grande empresa de distribuição e centro de serviços de aços planos no Brasil, com receita líquida na casa de R$ 1,5 bilhão por ano. Depois de comprar no início deste mês a parte do grupo alemão ThyssenKrupp na paulista Dufer, por R$ 92 milhões, agora está na fase de acertos para incorporar a Rio Negro, de Guarulhos (SP) e a Fasal, de Belo Horizonte. Com isso, a siderúrgica mineira assume o controle desse negócio e cria uma empresa líder do mercado de distribuição, com aproximadamente 15%. A empresa antecipou para hoje a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, prevista anteriormente para o fim da semana.

 


Segundo apurou o Valor com fontes do setor, a Usiminas passaria a deter 70% do capital da nova empresa de distribuição e o controle total de sua gestão. Até agora, por terem diferentes sócios, as três distribuidoras tinham orientações de atuação diferentes. Na Rio Negro, o grupo japonês Mitsubishi detém 25% e a família Decastro Loureiro, 10%. Já na mineira Fasal o controle é dividido com a família Johannes Sleumer, dona de 50%.

 

A mudança de direção na Usiminas neste ano, com a escolha de Marco Antônio Castello Branco para presidir a empresa e a eleição de um novo conselho de administração, acelerou o processo de união das três empresas. Outro fator foi a agressiva entrada do grupo ArcelorMittal nessa área no país: montou uma operação via ex-Belgo Mineira e neste ano comprou 50% da espanhola Gonvarri Brasil e 70% da Manchester.

 

Conforme informações, a Mitsubishi deseja continuar no negócio com uma participação de 20% e por isso terá de aportar uma parcela em dinheiro. Já a família Johannes Sleumer, depois de resistir em vender sua parte, concordaria em ter 10% da nova companhia, que passará a movimentar cerca de 600 mil toneladas anuais apenas em vendas de material. A maior rentabilidade desse negócio está no centro de serviços diversos, como corte de chapas e bobinas de aço, para clientes do setor automotivo, de linha branca e máquinas.

 

Das três empresas, a principal é a Rio Negro, com unidades em Guarulhos e Taubaté (SP). Em vendas anuais, supera 300 mil toneladas. Ao todo, incluindo serviços a grandes clientes como GM, Ford, Toyota e Honda, neste ano a Rio Negro prevê atingir 750 mil toneladas. Sua receita líquida no ano passado foi de R$ 734 milhões. Criada em 1968 por quatro pioneiros do setor, liderados por Carlos Jorge Loureiro, em 1972 teve o controle passado à Mitsubishi, que aportou capital e tecnologia para a empresa ganhar porte. Em 1993, logo depois de privatizada, a Usiminas adquiriu 64% da Rio Negro e assumiu o controle desde então, mantendo à frente Carlos Loureiro. No novo arranjo, Loureiro está vendendo sua parte.

 

Sérgio Leite, vice-presidente de negócios da Usiminas, presente em Cancún, evitou falar sobre a operação. Em nota, a assessoria de imprensa informou que “a Usiminas possui uma estratégia comercial alinhada ao seu planejamento de longo prazo, que passa, também, pelo reforço da presença do grupo no setor de distribuição e centros de serviços”. Mas declarou que nesse sentido a única iniciativa foi a recente aquisição de 49% do capital da Dufer, assumindo 100% do capital.

 

A distribuição de aço no país, informou Christiano Freire, presidente da Frefer e do Inda, entidade do setor, deverá fechar este ano com venda de 3,95 milhões de toneladas. Cerca de 40% desse volume será feito por controladas e coligadas das siderúrgicas: grupo Usiminas, com 15%; ArcelorMittal com 14%; e CSN, por meio da Inal, com 10,5%. As independentes, incluindo Gerdau, que é do setor de aços longos, porém atua em distribuição de planos no país, respondem por 60%, indicando ainda forte fragmentação e oportunidades de consolidação. Destacam-se neste grupo a Zamprogna, no Sul, as paulistas Frefer e Armco, a Benafer e a Pires do Rio.

 

Para Freire, a consolidação desse setor é positiva, pois para os independentes haverá redução do número de concorrentes. Todavia, vai obrigar essas empresas, com menos fôlego financeiro e escala, a focar em mercados mais regionalizados e em nichos de produtos.

 

Segundo ele, a distribuição de aço crescerá neste ano 20% sobre 2007, dentro de um ritmo menor que começou a se observar a partir de outubro. De janeiro a setembro, as vendas cresceram 25% em relação ao mesmo período de 2007. Outubro deverá ser o último mês ainda bom de 2008, com 345 mil toneladas. Para novembro, a projeção é de 285 mil toneladas (abaixo das 305 mil toneladas de um ano atrás). Para dezembro, o Inda prevê 266 mil toneladas. Mas isso ainda pode ser menor.

 


A ordem no setor, nos dois últimos meses do ano, é queima de estoques para fazer caixa. “As empresas vão comprar bem menos daqui para frente para equalizar seus volumes”, afirmou. Diante da retração forçada pela crise, para 2009 trabalha-se com aumento de 6% nas vendas, num volume de 4,2 milhões de toneladas.



Fonte: Valor Econômico
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