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Rio Pipeline 2015

Uphill: Salários do setor de óleo e gás não voltarão ao patamar de 2010

23/09/2015 | 15h58

 

Ainda que passado o período de ajustes e considerando a retomada dos projetos e contratações, os salários no setor de petróleo e gás não voltarão ao patamar de 2010, quando as remunerações subiam acima da média global.
 
"A indústria estava aquecida, mas as remunerações no Brasil estavam distorcidas. O mercado ficou inflacionado. O país precisava entrar em uma faixa salarial alinhada com o patamar global". A avaliação é de Alessandra Simões, sócia da UpHill, empresa de recrutamento, atração e seleção de executivos que atua nos setores de petróleo e gás, energia, infraestrutura, bens de consumo e varejo. "Além disso, com o barril em US$ 100 dólares, ficava mais fácil contratar", observa.
 
"Entre 2009 e 2010, era normal um profissional do setor dobrar, em dois anos, seus rendimentos. Cada movimentação – como sair de uma empresa para outra –, representava entre 30% a 40% de aumento. Algumas vezes, até mais de 100% ", lembra.
 
"Hoje, quando esse movimento acontece, por algumas vezes é negativo, ou seja, o profissional assume uma nova posição ganhando menos do que ganhava em sua última experiência", explica.
 
Para a consultora, na maioria das empresas o pior já passou. "Naquele período, o organograma, a estrutura organizacional das empresas inchou e hoje acontece um esvaziamento das estruturas, materializado em ondas de demissões. Mas hoje grande parte das empresas já realizou os ajustes. Quem saiu na frente, inclusive fazendo reduções de salários, vê um horizonte menos nebuloso pela frente", diz, não descartando, no entanto, ajustes finos até o final de 2016. "A malha fina agora será na avaliação do desempenho. Quem não estiver performando vai ser trocado", alerta a UpHill.
 
A previsão da consultora é que, quando o mercado acomodar, com o preço do barril voltar ao patamar de US$ 60 a US$ 70, os reajustes salariais por conta de uma mudança de empresa fiquem em torno de 15% a 20% sobre a remuneração anual do profissional.
 
Simões participa, nesta semana, da 10ª edição da Rio Pipeline Conference & Exposition, evento promovido pelo IBP – Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, e que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, no Rio de Janeiro. Na terça, com uma palestra sobre o papel do Headhunter, na quarta fala sobre o atual mercado de trabalho e suas possibilidades. E para os Profissionais do Futuro, também na quarta-feira, Alessandra dará algumas dicas de como melhorar suas chances no mercado de trabalho.
  

Ainda que passado o período de ajustes e considerando a retomada dos projetos e contratações, os salários no setor de petróleo e gás não voltarão ao patamar de 2010, quando as remunerações subiam acima da média global. "A indústria estava aquecida, mas as remunerações no Brasil estavam distorcidas. O mercado ficou inflacionado. O país precisava entrar em uma faixa salarial alinhada com o patamar global". A avaliação é de Alessandra Simões, sócia da UpHill, empresa de recrutamento, atração e seleção de executivos que atua nos setores de petróleo e gás, energia, infraestrutura, bens de consumo e varejo. "Além disso, com o barril em US$ 100 dólares, ficava mais fácil contratar", observa. "Entre 2009 e 2010, era normal um profissional do setor dobrar, em dois anos, seus rendimentos. Cada movimentação – como sair de uma empresa para outra –, representava entre 30% a 40% de aumento. Algumas vezes, até mais de 100% ", lembra. "Hoje, quando esse movimento acontece, por algumas vezes é negativo, ou seja, o profissional assume uma nova posição ganhando menos do que ganhava em sua última experiência", explica. 

Para a consultora, na maioria das empresas o pior já passou. "Naquele período, o organograma, a estrutura organizacional das empresas inchou e hoje acontece um esvaziamento das estruturas, materializado em ondas de demissões. Mas hoje grande parte das empresas já realizou os ajustes. Quem saiu na frente, inclusive fazendo reduções de salários, vê um horizonte menos nebuloso pela frente", diz, não descartando, no entanto, ajustes finos até o final de 2016. "A malha fina agora será na avaliação do desempenho. Quem não estiver performando vai ser trocado", alerta a UpHill. A previsão da consultora é que, quando o mercado acomodar, com o preço do barril voltar ao patamar de US$ 60 a US$ 70, os reajustes salariais por conta de uma mudança de empresa fiquem em torno de 15% a 20% sobre a remuneração anual do profissional. Simões participa, nesta semana, da 10ª edição da Rio Pipeline Conference & Exposition, evento promovido pelo IBP – Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, e que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, no Rio de Janeiro. Na terça, com uma palestra sobre o papel do Headhunter, na quarta fala sobre o atual mercado de trabalho e suas possibilidades. E para os Profissionais do Futuro, também na quarta-feira, Alessandra dará algumas dicas de como melhorar suas chances no mercado de trabalho.  



Fonte: Redação/Assessoria
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