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Energia

Um terço de eólicas está com cronograma atrasado

10/05/2011 | 10h01
Cerca de um terço dos empreendimentos eólicos com outorga de concessão já concedida está com o cronograma oficialmente atrasado, segundo relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). São ao todo 1.676 MW atrasados, sendo 680 MW de parques que tiveram a energia vendida no primeiro leilão de eólicas realizado em 2009 e que começam a ser pagos pelo consumidor no próximo ano. O restante é de parques que terão a energia destinada ao mercado livre ou a autoprodutores.


Os atrasos registrados são ainda pequenos, em média de três meses. Mas já há alguns, como os parques de Aratuá, no Rio Grande Norte, com atraso registrado de um ano. Outro dado começa a chamar atenção do fiscalizador: o volume de empreendimentos que ainda não iniciou obras e que deve entrar em operação brevemente soma 3.155 MW. Desse total, mais da metade tem compromisso, em função da outorga de concessão, de entrar em operação no próximo ano e 277 MW ainda neste ano. Em média, um parque eólico precisa entre 12 e 18 meses para ser erguido depois de iniciada a construção.


O superintendente de fiscalização e serviços de geração da Aneel, Rômulo de Vasconcelos Feijão, diz que existem problemas localizados de licenciamento ambiental entre os motivos dos atrasos. Mas são os problemas de financiamento os que mais preocupam e se repetem. "Mas os atrasos em si são pequenos e ainda não nos preocupam", diz Rômulo. A Aneel, entretanto, também já vislumbra a possibilidade de descasamento entre o início da geração e a transmissão que será usada para conectar os empreendimentos vendidos no leilão de 2009.


Mesmo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do governo federal que faz o planejamento do setor, já prevê problemas na conexão. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, diz que em função de o leilão de transmissão para esses parques ter acontecido um ano depois de vendida a energia, a expectativa é de que haja um atraso.


Esse descasamento já fez com que algumas empresas, que se preparavam para antecipar a geração, mudassem de estratégia. É o caso da Renova. A empresa foi a primeira elétrica de energias renováveis a lançar ações na bolsa de valores brasileira e foi uma das maiores vencedoras do leilão de licitação de 2009 e 2010, realizados pelo governo federal. Os dados da Aneel mostram que boa parte dos parques eólicos da companhia, que tiveram a energia vendida em 2009, está em atraso.


O superintendente de implantação da Renova, Rodrigo Bota, diz que de fato a empresa postergou a construção de seus parques de outubro ao ano passado para fevereiro deste ano. Rodrigo afirma que os parques estarão prontos para operar no cronograma oficial do leilão. Por esse cronograma, o prazo para entrada em operação é julho de 2012.


Outra empresa que tem grande quantidade de parques em atraso, segundo dados da Aneel, é a Energimp, que pertence ao grupo Impsa. A empresa argentina também foi uma das maiores vencedoras e tem seu negócio casado com a atividade de fornecimento de equipamentos. A empresa informou, por meio de nota, que de fato houve atraso no início de construção dos parques que tiveram a energia vendida em 2009. Mas afirma também que isso não vai afetar a data final para a entrada em operação dos parques.


Os dados de fiscalização da Aneel ainda não contemplam os empreendimentos vendidos no ano passado em leilões de energia de reserva e de fontes alternativas. Isso porque esses parques ainda não tiveram a outorga de concessão concedida. Mesmo com os problemas que agora se apresentam, a EPE está otimista com o sucesso dos leilões de eólica e já contempla em seu planejamento um leilão a cada ano. "Precisamos atender toda essa indústria de equipamentos que está se instalando no país", disse Tolmasquim. Para o leilão desse ano, a EPE anunciou ontem que mais de 10 mil MW em capacidade instalada, de quase 450 parques eólicos, foram cadastrados.


Fonte: Valor Econômico
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