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CPFL Energia

Um novo patamar

12/07/2010 | 10h48
CPFL Energia Corporação deve fechar este ano como a terceira maior geradora privada de energia do País
 
 
O mercado brasileiro de energia elétrica atrai a atenção de investidores de outras partes do mundo. Grandes nomes instalados no País se movimentam para ganhar participação no setor em diferentes segmentos. A CPFL Energia, por meio do seu braço de geração, vai fechar este ano como a terceira maior geradora privada do País.


Com a entrada em operação no segundo semestre de uma hidrelétrica e três termelétricas (uma biomassa e duas a óleo), a companhia terá um parque de 2.369 MW de potência instalada (1.214 MW médios) e deve ultrapassar a Duke Energy. No ano passado, o negócio rendeu R$ 981 milhões. A receita operacional bruta do grupo foi de R$ 15,6 bilhões.


O volume gerado previsto para ser atingido até o final deste ano atenderia o consumo residencial de uma cidade com aproximadamente 14,7 milhões de habitantes ou 147 municípios com 100 mil habitantes. Atualmente, a CPFL tem 1.737 MW (864 MW médios), que abasteceriam clientes residenciais de uma cidade com 10,7 milhões de habitantes ou 107 municípios com 100 mil pessoas.


A corporação tem em seu parque usinas termoelétricas, pequenas centrais elétricas (PCHs), usinas hidrelétricas e terá unidades eólicas. Quando todos os investimentos previstos para os próximos dois anos estiverem concluídos, a empresa deverá conquistar o segundo posto dos empreendedores privados em geração de energia elétrica.


A geração cresce na participação das receitas e no portfólio da empresa. "Em 2000, foi constituída a CPFL Geração e, este ano, quando a empresa completa dez anos de mercado, a companhia vai atingir o terceiro posto de geradora privada do País, ultrapassando a Duke Energy", afirmou o vice-presidente de Geração, Miguel Normando Abdalla Saad.


Ele detalhou que, em 2010 entram em operação Foz de Chapecó, na qual a empresa tem 51%, e, portanto, vai somar 436 MW ao seu parque; a termoelétrica de biomassa Baldin, em Pirassununga, que ficará pronta no próximo mês e terá capacidade de 45 MW; e outras duas termoelétricas a óleo na região Nordeste, que vão fornecer mais 174 MW, o equivalente aos 51% de participação da companhia nos empreendimentos.


O executivo afirmou que o investimento total da empresa na área de geração, no período de 2000 a 2012, vai somar R$ 5,5 bilhões. "Nós estamos crescendo em geração e vamos continuar a aproveitar as oportunidades que surgirem no mercado. Vamos permanecer participando de leilões de energia, por exemplo", disse.


Ele informou que, hoje, a empresa tem um parque, cuja geração, em sua maioria, é por meio de hidrelétricas e o restante é formada por termelétricas a óleo e biomassa. "Nós teremos em 2012 um total de 230 MW com biomassa e 188 MW eólica", apontou. Saad salientou que a energia eólica se transformou, recentemente, em uma fonte comercialmente competitiva.


Garantia para as futuras gerações

O assessor em energia elétrica da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Fernando Umbria, afirmou que a expansão do parque gerador brasileiro previsto e contratado para os próximos anos deve ser suficiente para garantir o abastecimento, ainda que deva ser acionado um maior volume de térmicas para complementar a geração.

De acordo com ele, a maior preocupação dos consumidores se refere ao custo dessa segurança. O profissional salientou que hoje o Brasil está entre os recordistas mundiais de custo da energia e a participação cada vez maior das térmicas contribui para o agravamento desse quadro.


Na visão de Umbria, o mais importante é que a expansão do parque gerador se concentre nos projetos de menor custo, como as hidrelétricas, e que os empreendimentos sejam desenvolvidos da maneira mais eficiente possível, visto que, para o especialista, em princípio, não há grande diferença entre capital público ou privado nesses investimentos.


O assessor de energia elétrica da Abrace destacou que, do lado da geração, um dos principais problemas atuais do mercado é o aumento da quantidade de térmicas entre as fontes de geração.


Outro ponto sublinhado por ele é que há o problema das concessões de geração que vencem a partir de 2014. Segundo Umbria, elas representam cerca de 20% da capacidade instalada no País.


O especialista disse que a indefinição do destino dessas concessões leva a fortes incertezas quanto a preços e disponibilidade de energia para contratação.


NÚMERO


596,7 MI de reais serão investidos em geração de energia por biomassa.


País é ‘excelente’ para investir em energia


O diretor-executivo da consultoria em setor energético Andrade & Canellas, Silvio Areco, disse que o Brasil é hoje um País excelente para se investir e o setor de energia elétrica é um dos mais atrativos. "Existem muitos interessados em aplicar recursos na área. Há sinais no mercado de que novos empreendedores devem injetar dinheiro na área de energia elétrica no Brasil. Chineses e indianos já andaram olhando para o mercado nacional. Há grandes fundos internacionais que também estão interessados nesse segmento no País", analisou o executivo.


Ele frisou que a demanda está em alta no País e deve aumentar com as perspectivas de crescimento dos próximos anos. "O Brasil sediará importantes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016", pontuou.


O especialista destacou que o mercado brasileiro de geração de energia pelos grupos privados tem na ponta a Tractebel Energia. Segundo informações na página da companhia na internet, a capacidade atual do parque gerador é de 6.423 MW.


"O mercado tem grandes companhias como a Tractebel, AES Tietê, Duke Energy e CPFL entre as geradoras privadas. Se contarmos com as geradoras estatais, o segmento tem a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), Furnas, Eletronorte, Cesp (Companhia Energética de São Paulo) e Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais)", enumerou. O executivo da Andrade & Canellas ressaltou que o setor de geração é extremamente competitivo.


Fonte: Gazeta do Ribeirão
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