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Empresas

Ultra investe R$ 1,4 bi em 2013 e avalia novo negócio

04/06/2013 | 15h39

 

Sob nova gestão desde janeiro, o grupo Ultra começou a avaliar novas oportunidades de negócios. O conglomerado, que reúne ativos em distribuição de combustíveis (Ipiranga), gás GLP (Ultragaz), químicos (Oxiteno) e de logística (Ultracargo), sob o guarda-chuva da holding Ultrapar Participações, poderá entrar em uma nova área, ainda em análise. Para o curtíssimo prazo, os planos de investimentos são agressivos, com aportes de R$ 1,43 bilhão voltados para expansão orgânica este ano. Aquisições no meio do caminho não estão descartadas. "Queremos fortalecer o que o Ultra se tornou e o que o grupo vai ser no futuro", disse ao 'Valor' Thilo Mannhardt, principal executivo do grupo.
À frente da companhia desde o início do ano, Mannhardt não pretende promover uma revolução no grupo, mas já tem deixado marcas de sua administração. Anunciado há um ano como novo presidente - no lugar de Pedro Wongtschowski, que foi para o conselho de administração -, o executivo de origem alemã, com várias passagens pelo Brasil quando ainda era da consultoria McKinsey, foi nomeado para o cargo em maio do ano passado e desde então fez uma imersão no Ultra. "Quis interagir mais, conhecer o dia-a-dia para não liderar uma empresa do nono andar [do prédio onde a matriz está instalada em São Paulo]. Viajei muito nesses últimos meses pelo país e exterior, onde o grupo tem negócios e fiquei muito impressionado com o que vi".
O novo negócio no qual o grupo pode entrar está em análise. "Não espere nenhum 'Big Bang'", disse Mannhardt, reduzindo as expectativas de uma grande virada, como a entrada do Ultra na distribuição de combustíveis em 2007, com a compra dos ativos da Ipiranga no Sul e Sudeste do país. "Esse processo vem de longo amadurecimento. A cultura do pioneirismo faz parte do Ultra e, além disso, processos de fusões e aquisições não são de uma hora para outra", disse.
Os planos de curto prazo são colocar em prática os aportes de R$ 1,4 bilhão projetados para o ano. O conglomerado vai focar boa parte desses recursos no mercado interno. Principal divisão de negócio, a Ipiranga, vice-líder em distribuição de combustíveis, vai receber 60% do total. Além de avançar por meio de conversão de unidades independentes (bandeira branca), novos postos e expansão de lojas de conveniência, a companhia planeja se fortalecer nas regiões Norte e Nordeste com maior base de recepção de combustíveis.
Para a Ultracargo, que se tornou a maior empresa de armazenagem de granéis líquidos (combustíveis e produtos químicos) do país, a expansão também vai ocorrer nessas regiões. O grupo está amadurecendo os recentes investimentos - a compra de um terminal em Itaqui (MA) feita há um ano.
Segundo Mannhardt, a região do Mapito - que engloba os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, com grande potencial agrícola -, está na mira do Ultra. Mas os investimentos serão nas áreas de distribuição de combustível, de gás GLP e logística.
A divisão Ultragaz - negócio que deu origem ao grupo no fim dos anos 30 - tem um projeto ambicioso delineado. Apesar de representar 7% do total de faturamento do grupo, que atingiu R$ 53,9 bilhões em 2012, o setor de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) sempre teve margens atraentes, afirmou Mannhardt. Com posição de liderança no Sudeste e parte do Nordeste, a companhia está explorando novos negócios para esse segmento. No país, a empresa possui cerca de 4.500 revendedores.
Tradicional vendedor de gás de cozinha, o grupo quer aumentar sua presença em mercados com pouca presença e também em condomínios de prédios e áreas comerciais, como restaurantes. Mannhardt explicou que está reforçando sua posição nesses condomínios - residenciais e comerciais - com o maior abastecimento de gás GLP em tanques estacionários. O grupo já colocou em prática cobranças individuais aos consumidores, como ocorre em empresas de gás canalizado. Esse sistema de cobrança ainda está em teste. Boa parte dos aportes do grupo nessa divisão será para promover a expansão nesse modelo UltraSystem e na captação de novos clientes. "Temos como aperfeiçoar esse serviço e nos aproximarmos mais dos consumidores", disse.
A vocação de empresa voltada à prestação de serviços foi reforçada no fim do ano passado, quando o grupo anunciou a criação da ConectCar, em parceria com a Odebrecht, empresa de serviço de pagamento eletrônico de pedágio.
Embora tenha planos ambiciosos no mercado interno, o processo de internacionalização da companhia não será deixado de lado. E as aquisições que movimentaram os negócios químicos do grupo em 2012 - com a compra de um ativo da Pasadena Property, no Texas, marcando a entrada do grupo em especialidades químicas nos EUA, e a da American Chemical, no Uruguai, podem se intensificar. Dos R$ 1,43 bilhão de investimentos, a Oxiteno, divisão química, receberá cerca de R$ 200 milhões para elevar a capacidade de produção da unidade dos EUA e México. O grupo quer ganhar maior robustez no mercado americano a partir de 2014, afirmou Mannhardt.
Avaliação de outros ativos, como de gás no mercado global, também está no radar, embora o grupo não comente o assunto.
Entre os desafios do executivo, que ajudou a estruturar a Mckinsey no Brasil, além de perpetuar os negócios do grupo, estão a busca por novos talentos. "Tenho vocação por desenvolver geração de líderes. Cerca de 30% dos nossos quadros são de colaboradores jovens. Cheguei no grupo [em 2011] e herdei uma excelente gestão dos negócios de meus antecessores. Vou ambicionar uma visão de prazo maior de estratégia para o Ultra nos próximos anos", disse.
Avesso ao estilo "workaholic", Mannhardt não faz questão de estar acessível 24 horas por dia. "Adoro desligar o telefone de vez em quando. Acredito que o executivo tem de se distanciar para poder refletir sobre o trabalho".

Sob nova gestão desde janeiro, o grupo Ultra começou a avaliar novas oportunidades de negócios. O conglomerado, que reúne ativos em distribuição de combustíveis (Ipiranga), gás GLP (Ultragaz), químicos (Oxiteno) e de logística (Ultracargo), sob o guarda-chuva da holding Ultrapar Participações, poderá entrar em uma nova área, ainda em análise. Para o curtíssimo prazo, os planos de investimentos são agressivos, com aportes de R$ 1,43 bilhão voltados para expansão orgânica este ano. Aquisições no meio do caminho não estão descartadas. "Queremos fortalecer o que o Ultra se tornou e o que o grupo vai ser no futuro", disse ao 'Valor' Thilo Mannhardt, principal executivo do grupo.


À frente da companhia desde o início do ano, Mannhardt não pretende promover uma revolução no grupo, mas já tem deixado marcas de sua administração. Anunciado há um ano como novo presidente - no lugar de Pedro Wongtschowski, que foi para o conselho de administração -, o executivo de origem alemã, com várias passagens pelo Brasil quando ainda era da consultoria McKinsey, foi nomeado para o cargo em maio do ano passado e desde então fez uma imersão no Ultra. "Quis interagir mais, conhecer o dia-a-dia para não liderar uma empresa do nono andar [do prédio onde a matriz está instalada em São Paulo]. Viajei muito nesses últimos meses pelo país e exterior, onde o grupo tem negócios e fiquei muito impressionado com o que vi".


O novo negócio no qual o grupo pode entrar está em análise. "Não espere nenhum 'Big Bang'", disse Mannhardt, reduzindo as expectativas de uma grande virada, como a entrada do Ultra na distribuição de combustíveis em 2007, com a compra dos ativos da Ipiranga no Sul e Sudeste do país. "Esse processo vem de longo amadurecimento. A cultura do pioneirismo faz parte do Ultra e, além disso, processos de fusões e aquisições não são de uma hora para outra", disse.


Os planos de curto prazo são colocar em prática os aportes de R$ 1,4 bilhão projetados para o ano. O conglomerado vai focar boa parte desses recursos no mercado interno. Principal divisão de negócio, a Ipiranga, vice-líder em distribuição de combustíveis, vai receber 60% do total. Além de avançar por meio de conversão de unidades independentes (bandeira branca), novos postos e expansão de lojas de conveniência, a companhia planeja se fortalecer nas regiões Norte e Nordeste com maior base de recepção de combustíveis.


Para a Ultracargo, que se tornou a maior empresa de armazenagem de granéis líquidos (combustíveis e produtos químicos) do país, a expansão também vai ocorrer nessas regiões. O grupo está amadurecendo os recentes investimentos - a compra de um terminal em Itaqui (MA) feita há um ano.


Segundo Mannhardt, a região do Mapito - que engloba os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins, com grande potencial agrícola -, está na mira do Ultra. Mas os investimentos serão nas áreas de distribuição de combustível, de gás GLP e logística.


A divisão Ultragaz - negócio que deu origem ao grupo no fim dos anos 30 - tem um projeto ambicioso delineado. Apesar de representar 7% do total de faturamento do grupo, que atingiu R$ 53,9 bilhões em 2012, o setor de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) sempre teve margens atraentes, afirmou Mannhardt. Com posição de liderança no Sudeste e parte do Nordeste, a companhia está explorando novos negócios para esse segmento. No país, a empresa possui cerca de 4.500 revendedores.


Tradicional vendedor de gás de cozinha, o grupo quer aumentar sua presença em mercados com pouca presença e também em condomínios de prédios e áreas comerciais, como restaurantes. Mannhardt explicou que está reforçando sua posição nesses condomínios - residenciais e comerciais - com o maior abastecimento de gás GLP em tanques estacionários. O grupo já colocou em prática cobranças individuais aos consumidores, como ocorre em empresas de gás canalizado. Esse sistema de cobrança ainda está em teste. Boa parte dos aportes do grupo nessa divisão será para promover a expansão nesse modelo UltraSystem e na captação de novos clientes. "Temos como aperfeiçoar esse serviço e nos aproximarmos mais dos consumidores", disse.


A vocação de empresa voltada à prestação de serviços foi reforçada no fim do ano passado, quando o grupo anunciou a criação da ConectCar, em parceria com a Odebrecht, empresa de serviço de pagamento eletrônico de pedágio.


Embora tenha planos ambiciosos no mercado interno, o processo de internacionalização da companhia não será deixado de lado. E as aquisições que movimentaram os negócios químicos do grupo em 2012 - com a compra de um ativo da Pasadena Property, no Texas, marcando a entrada do grupo em especialidades químicas nos EUA, e a da American Chemical, no Uruguai, podem se intensificar. Dos R$ 1,43 bilhão de investimentos, a Oxiteno, divisão química, receberá cerca de R$ 200 milhões para elevar a capacidade de produção da unidade dos EUA e México. O grupo quer ganhar maior robustez no mercado americano a partir de 2014, afirmou Mannhardt.


Avaliação de outros ativos, como de gás no mercado global, também está no radar, embora o grupo não comente o assunto.


Entre os desafios do executivo, que ajudou a estruturar a Mckinsey no Brasil, além de perpetuar os negócios do grupo, estão a busca por novos talentos. "Tenho vocação por desenvolver geração de líderes. Cerca de 30% dos nossos quadros são de colaboradores jovens. Cheguei no grupo [em 2011] e herdei uma excelente gestão dos negócios de meus antecessores. Vou ambicionar uma visão de prazo maior de estratégia para o Ultra nos próximos anos", disse.


Avesso ao estilo "workaholic", Mannhardt não faz questão de estar acessível 24 horas por dia. "Adoro desligar o telefone de vez em quando. Acredito que o executivo tem de se distanciar para poder refletir sobre o trabalho".

 



Fonte: Valor Econômico
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