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Royalties

UFRJ projeta salto no pagamento em 2004

17/05/2004 | 00h00

A Petrobras pagou R$ 200 milhões em royalties em 1997 pela atividade de exploração de petróleo. No ano passado, o valor saltou para R$ 4 bilhões. Porém, neste ano, o montante pode superar R$ 5,5 bilhões, prevê o professor Helder Queiroz, do grupo de economia para energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Queiroz diz que com a escalada da cotação do petróleo começa a haver uma mudança importante nos pagamentos. Na sexta-feira, o contrato para junho do petróleo cru fechou cotado em US$ 41,38 o barril, um novo recorde na Bolsa de Nova York para o tipo WTI. Já o tipo Brent, negociado em Londres, encerrou o pregão a US$ 38,76.
O professor está pessimista com relação a uma queda dos preços até julho ou agosto, meses de férias no Hemisfério Norte, que ajudam a pressionar a demanda diante da oferta que está abaixo dos patamares desejados. Mas explica: "É difícil estimar qual será o preço médio do barril do petróleo ao longo de 2004 exatamente porque estamos em um pico da cotação. Mas tudo indica que teremos preço médio bem maior que o de 2003 e que vamos trabalhar com valor acima de US$ 30. Há dois anos, era US$ 25". Se o preço médio no fim do ano ficar em torno de US$ 35, afirmou, e o câmbio médio em R$ 3,25, os royalties pagos pela Petrobras podem chegar a até R$ 6 bilhões.
O professor lembra que em algum momento a Petrobras vai ter que repassar o aumento do preço internacional dos combustíveis, que estão num patamar acima de US$ 30 desde o início do ano. "Certamente, o reajuste terá impacto na inflação, comprometendo a meta, perturbando o processo de redução dos juros e da taxa Selic. Mas, ao evitar o reajuste por razões políticas, fica a questão: até que ponto o governo poderá segurar?", indaga Queiroz.
Lembra que, em contrapartida, o crescimento do montante de royalties injeta mais recursos na economia ao alimentar cofres de estados e municípios: "A Petrobras , ao repassar o aumento mesmo que minimamente para os seus preços, permite ampliar seu lucro, o que é bom e desse ponto de vista contribui para ajudar as contas do governo", avalia.
A conta que o grupo de economistas da UFRJ faz e que aponta expressivo aumento dos royalties é baseada em simulações que cruzam três variáveis: a estimativa de produção, comportamento do câmbio médio previsto para este ano e diferentes cotações projetadas para o petróleo no período.



Fonte: Valor Econômico
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