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Internacional

UE tenta forçar China a negociar painéis solares

05/06/2013 | 14h35

 

Na tentativa de evitar uma guerra comercial, a Comissão Europeia concedeu na terça-feira (4) a Pequim um alívio temporário na aplicação de sanções severas à importação de painéis chineses de captação de energia solar.
Karel De Gucht, o titular de Comércio Exterior da União Europeia (UE), baixou de 47% para apenas 11,8% as tarifas punitivas recomendadas por Bruxelas no mês passado. Mas a redução da alíquota durará apenas até 6 de agosto, e será revertida para 47,8% se a China não responder às acusações da UE de que vende os painéis de captação de energia solar na Europa a preços abaixo do custo, tática conhecida como dumping.
"Trata-se de uma oferta extraordinária para a parte chinesa, num estímulo muito claro à negociação", disse De Gucht. "Abre uma janela de oportunidade muito clara. A bola agora está com a China".
O processo dos painéis solares, o maior já aberto pela UE em termos de magnitude de mercado, se tornou a questão mais controvertida numa crescente disputa bilateral entre Bruxelas e Pequim sobre a possibilidade de a China estar usando sistematicamente seus instrumentos de poder de Estado para forçar ilegalmente seu ingresso no mercado europeu.
Tornou-se também um importante teste sobre se a UE tem condições de manter uma frente unificada para sustentar uma política comercial orquestrada por Bruxelas, mesmo diante do intenso lobby exercido por Pequim, que aumentou os temores de um fracasso de alto custo. As autoridades chinesas advertiram publicamente da possibilidade de declarar uma "guerra comercial" se a UE não voltar atrás.
De Gucht disse que a Comissão tomava essa medida na condição de "defensora independente da indústria europeia face a práticas comerciais desleais do exterior" e ignorou as pressões dos opositores. "Estou na política há tempo suficiente para não me incomodar. Simplesmente faço o que acho que tenho de fazer", disse.
Autoridades da UE disseram acreditar que o novo "enfoque escalonado" para com as tarifas sobre os painéis solares, anunciado por De Gucht após a anuência de seus 26 colegas da comissão, demonstraria a países-membros hesitantes que Bruxelas está negociando de boa fé, mas que está pronta a defender sua posição caso as autoridades chinesas continuem a se opor a conversações para a obtenção de um acordo. "A verdade é que agora estamos carregando as armas", disse uma autoridade da comissão. "Onze balas agora, 47 em 6 de agosto".
Embora as autoridades da UE tenham insistido que a nova tarifa de 11,8% é temporária, analistas disseram que a alíquota poderia servir de base para negociações, uma vez que um aumento de preços desse nível poderia até garantir igualdade de condições de competição no mercado.
"As empresas chinesas de painéis solares certamente conseguirão vender na Europa com esse tipo de tarifa", disse Ash Sharma, analista-chefe de energia solar da empresa de pesquisa IHS.
Autoridades chinesas rejeitaram a constatação da UE de que suas empresas estão vendendo a preços deslealmente baixos painéis solares no mercado europeu e que Pequim teria feito intenso lobby contra as tarifas.
Li Keqiang, o premiê chinês, chegou até mesmo a adotar a medida pouco habitual de telefonar na segunda-feira a José Manuel Barroso, o presidente da comissão, para advertir que "o processo, se não receber o tratamento adequado, comprometerá os interesses tanto chineses quanto da UE".

Na tentativa de evitar uma guerra comercial, a Comissão Europeia concedeu na terça-feira (4) a Pequim um alívio temporário na aplicação de sanções severas à importação de painéis chineses de captação de energia solar.


Karel De Gucht, o titular de Comércio Exterior da União Europeia (UE), baixou de 47% para apenas 11,8% as tarifas punitivas recomendadas por Bruxelas no mês passado. Mas a redução da alíquota durará apenas até 6 de agosto, e será revertida para 47,8% se a China não responder às acusações da UE de que vende os painéis de captação de energia solar na Europa a preços abaixo do custo, tática conhecida como dumping.


"Trata-se de uma oferta extraordinária para a parte chinesa, num estímulo muito claro à negociação", disse De Gucht. "Abre uma janela de oportunidade muito clara. A bola agora está com a China".


O processo dos painéis solares, o maior já aberto pela UE em termos de magnitude de mercado, se tornou a questão mais controvertida numa crescente disputa bilateral entre Bruxelas e Pequim sobre a possibilidade de a China estar usando sistematicamente seus instrumentos de poder de Estado para forçar ilegalmente seu ingresso no mercado europeu.


Tornou-se também um importante teste sobre se a UE tem condições de manter uma frente unificada para sustentar uma política comercial orquestrada por Bruxelas, mesmo diante do intenso lobby exercido por Pequim, que aumentou os temores de um fracasso de alto custo. As autoridades chinesas advertiram publicamente da possibilidade de declarar uma "guerra comercial" se a UE não voltar atrás.


De Gucht disse que a Comissão tomava essa medida na condição de "defensora independente da indústria europeia face a práticas comerciais desleais do exterior" e ignorou as pressões dos opositores. "Estou na política há tempo suficiente para não me incomodar. Simplesmente faço o que acho que tenho de fazer", disse.


Autoridades da UE disseram acreditar que o novo "enfoque escalonado" para com as tarifas sobre os painéis solares, anunciado por De Gucht após a anuência de seus 26 colegas da comissão, demonstraria a países-membros hesitantes que Bruxelas está negociando de boa fé, mas que está pronta a defender sua posição caso as autoridades chinesas continuem a se opor a conversações para a obtenção de um acordo. "A verdade é que agora estamos carregando as armas", disse uma autoridade da comissão. "Onze balas agora, 47 em 6 de agosto".


Embora as autoridades da UE tenham insistido que a nova tarifa de 11,8% é temporária, analistas disseram que a alíquota poderia servir de base para negociações, uma vez que um aumento de preços desse nível poderia até garantir igualdade de condições de competição no mercado.


"As empresas chinesas de painéis solares certamente conseguirão vender na Europa com esse tipo de tarifa", disse Ash Sharma, analista-chefe de energia solar da empresa de pesquisa IHS.


Autoridades chinesas rejeitaram a constatação da UE de que suas empresas estão vendendo a preços deslealmente baixos painéis solares no mercado europeu e que Pequim teria feito intenso lobby contra as tarifas.


Li Keqiang, o premiê chinês, chegou até mesmo a adotar a medida pouco habitual de telefonar na segunda-feira a José Manuel Barroso, o presidente da comissão, para advertir que "o processo, se não receber o tratamento adequado, comprometerá os interesses tanto chineses quanto da UE".

 



Fonte: Valor Econômico
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