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Internacional

UE recua e adia taxa de carbono para voos externos

13/11/2012 | 18h05

 

A União Europeia (UE) recuou e anunciou na segunda (12) que vai adiar por um ano a regulamentação que obriga todas as companhias aéreas a pagar por emissões de carbono de voos que entrarem no espaço aéreo de países do bloco. Desde seu anúncio, a medida enfrentava forte oposição de EUA, China, Rússia e Índia, entre outros países. O Brasil também se opunha à taxa.
A comissária europeia do Clima, Connie Hedegaard, disse que concordou em "parar o relógio" para criar uma atmosfera positiva para as negociações internacionais em torno de um plano alternativo para controlar as emissões das companhias aéreas. A aviação responde por 3% de todas as emissões globais de carbono. Com a decisão, a cobrança está adiada pelo menos até abril de 2014.
"Mas deixem-me ser muito clara: se isso não dar resultados, e eu espero que dê, então é desnecessário dizer que voltaremos onde estamos hoje com o mercado de crédito de carbono da UE. Automaticamente", disse Hedegaard.
O recuo é uma derrota política para a UE, que reiterou diversas vezes que a taxa não seria adiada e entraria em vigor em 2013. A mais forte reação contrária veio da China, que anunciou que proibiria suas companhias de pagar o imposto europeu. Pequim faz ainda ameaças veladas, alertando que a taxa poderia prejudicar a relação com empresas europeias do setor, como a Airbus.
A decisão deve se refletir favoravelmente nos planos de produção da EADS para o jato Airbus A330. Fabrice Bregier, CEO da Airbus, afirmou em setembro que a China estava adiando a encomenda de 35 a 45 jatos A330, à espera de um sinal da UE de que os planos para a inclusão de companhias aéreas de fora do bloco no esquema de pagamento das emissões seriam suspensos.
As associações de companhias aéreas reagiram positivamente, mas disseram que, durante o período de moratória, as empresas que operam voos dentro da União Europeia poderão enfrentar desvantagens competitivas - a suspensão do pagamento por emissão não valerá nesses casos.
Já as organizações ambientalistas afirmaram que a UE estava cedendo na queda de braço cedo demais. Tim Johnson, diretor da Federação Ambiental da Aviação, disse que se tratava de uma "grande concessão".
Outros países criticam a taxa europeia por ter sido decidida unilateralmente, crítica que a UE espera superar agora dando mais tempo para as negociações.

A União Europeia (UE) recuou e anunciou na segunda (12) que vai adiar por um ano a regulamentação que obriga todas as companhias aéreas a pagar por emissões de carbono de voos que entrarem no espaço aéreo de países do bloco. Desde seu anúncio, a medida enfrentava forte oposição de EUA, China, Rússia e Índia, entre outros países. O Brasil também se opunha à taxa.


A comissária europeia do Clima, Connie Hedegaard, disse que concordou em "parar o relógio" para criar uma atmosfera positiva para as negociações internacionais em torno de um plano alternativo para controlar as emissões das companhias aéreas. A aviação responde por 3% de todas as emissões globais de carbono. Com a decisão, a cobrança está adiada pelo menos até abril de 2014.


"Mas deixem-me ser muito clara: se isso não dar resultados, e eu espero que dê, então é desnecessário dizer que voltaremos onde estamos hoje com o mercado de crédito de carbono da UE. Automaticamente", disse Hedegaard.


O recuo é uma derrota política para a UE, que reiterou diversas vezes que a taxa não seria adiada e entraria em vigor em 2013. A mais forte reação contrária veio da China, que anunciou que proibiria suas companhias de pagar o imposto europeu. Pequim faz ainda ameaças veladas, alertando que a taxa poderia prejudicar a relação com empresas europeias do setor, como a Airbus.


A decisão deve se refletir favoravelmente nos planos de produção da EADS para o jato Airbus A330. Fabrice Bregier, CEO da Airbus, afirmou em setembro que a China estava adiando a encomenda de 35 a 45 jatos A330, à espera de um sinal da UE de que os planos para a inclusão de companhias aéreas de fora do bloco no esquema de pagamento das emissões seriam suspensos.


As associações de companhias aéreas reagiram positivamente, mas disseram que, durante o período de moratória, as empresas que operam voos dentro da União Europeia poderão enfrentar desvantagens competitivas - a suspensão do pagamento por emissão não valerá nesses casos.


Já as organizações ambientalistas afirmaram que a UE estava cedendo na queda de braço cedo demais. Tim Johnson, diretor da Federação Ambiental da Aviação, disse que se tratava de uma "grande concessão".


Outros países criticam a taxa europeia por ter sido decidida unilateralmente, crítica que a UE espera superar agora dando mais tempo para as negociações.

 



Fonte: Valor Econômico
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