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Biodiesel

Tungue, solução asiática para produção no Sul

25/11/2008 | 02h52

No Brasil, bem pouca gente deve ter ouvido falar do Tungue. Com a denominação científica Aleurites fordii, a planta nativa da Ásia mostra ter um bom potencial de produção de óleo por hectare. Seu plantio é recomendado em áreas onde a agricultura mecanizada é impossível. Além disso, exige clima frio para alcançar boa produtividade.

 

Com todas essas características, o Tungue se mostra ideal para abastecer com matéria-prima as usinas de biodiesel da região Sul do País.

 

O início da produção se dá entre três e quatro anos após o plantio e a colheita é simples porque os frutos maduros caem no chão, bastando apenas juntá-los, o que a torna atraente para a agricultura familiar, nas pequenas propriedades rurais, onde se pode produzir Tungue equivalente a 1.500 litros de óleo por hectare.Das sementes se extrai, por prensagem e com o uso de solventes, um óleo denominado “óleo de tungue”, internacionalmente conhecido como “tung oil” ou “wood oil” (”óleo de madeira”). Esse produto é utilizado principalmente na indústria de resinas e tintas, tendo como principal característica sua secagem rápida.

 

O tungue é cultivado predominantemente na China, mas existem plantações comerciais na América do Sul, Estados Unidos e na África. “Tung” significa na língua chinesa “coração”, nome inspirado no formato das folhas dessas plantas. Segundo o IBGE, em 1996 foi implantada uma área no Rio Grande do Sul com 365,37 hectares, onde se obteve uma produtividade média de 3.719 kg de frutos por hectare. Nos cultivos norte-americanos a produtividade é de 4.500 kg a 5.000 kg de frutos por hectare.

 

O sistema de cultivo do tungue é extensivo, com as plantas que podem chegar de 3 a 9 metros de altura distribuídas em meio a pastagens e aproveitando áreas impróprias para culturas anuais. A colheita é realizada à medida que os frutos, contendo de quatro a cinco semen-tes, caem no chão. Em geral, são necessárias duas ou mais operações de colheita, pois a maturação do tungue não é uniforme. Antes da comercialização, o material é colocado em sacos e deixado para secar em galpões, até alcançar umidade abaixo de 30%. Esse processo leva duas ou mais semanas e é realizado pelo produtor. A torta de tungue, resíduo composto pelas sementes de tungue após a extração do óleo, possui em torno de 25% de proteína bruta, sendo tóxica para animais e utilizada somente como fertilizante.



Fonte: Gazeta Mercantil
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