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Internacional

Transpetro vai construir terminal na China para receber petróleo e álcool do Brasil

13/09/2004 | 00h00
A diretoria da Transpetro, subsidiária de transportes da Petrobras, constituiu um grupo de trabalho para negociar a construção de um terminal petroleiro na China, que terá por objetivo não só receber as exportações de petróleo pesado e álcool do Brasil, como também centralizar o comércio de derivados do Extremo Oriente a partir do território asiático. A subsidiária da Petrobras - que participou da comitiva empresarial que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva àquele país, em maio - negocia com os governos de quatro províncias chinesas o local de instalação do terminal, cujo investimento ainda não tem valor definido.
A urgência do negócio é tanta que o objetivo, segundo fontes da companhia, é definir os detalhes finais do empreendimento no prazo máximo de um mês. Se tudo der certo, a companhia vislumbra no mercado chinês a alternativa ideal para viabilizar um dos seus grandes desafios da atualidade: escoar os excedentes de óleo combustível produzidos a partir do petróleo pesado extraído da Bacia de Campos. Embora apresente menor valor agregado, esse tipo de derivado tem ampla penetração na China, que o utiliza para movimentar seus parques industrial e gerador.
Com relação ao álcool combustível, a exportação para um país populoso como a China - que tem apresentado uma alta taxa de crescimento da demanda de veículos - beneficia amplamente as usinas produtoras do Brasil. Não só por compensar a perda do segmento brasileiro de veículos movidos a álcool hidratado, como também por permitir a ampliação do mercado para um país com uma população de mais de 1 bilhão de habitantes.
Na prática, o acordo para construção do terminal representa um dos primeiros negócios concretos fechados a partir da grande comitiva presidencial que visitou a China no primeiro semestre deste ano. A missão, que também resultou na constituição de um escritório da Petrobras na capital Beijing (Pequim), deverá ter novos desdobramentos nos próximos meses, igualmente na área de petróleo e gás natural. Isso porque o governo daquele país tem interesse em diversificar o comércio internacional de derivados com países fora do eixo Extremo Oriente-Oriente Médio.
Responsável juntamente com a economia americana pelo crescimento maciço do consumo mundial de petróleo nos últimos dois anos, a China quer tornar-se menos dependente das exportações de países turbulentos do ponto de vista político, como os da região do Golfo, hoje responsáveis pela maior parte dos embarques do produto para o mercado chinês. Entre outras regiões, o governo de Beijing identificou o Brasil, e mais especificamente a Petrobras, como prioridades para viabilizar tal estratégia.

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