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Indústria Naval

Transpetro quer navios novos a preços competitivos no mercado internacional

10/08/2005 | 00h00

Dos cerca de dois mil itens que fazem parte da construção de navios, cerca de 70% podem ser ou já são fabricados no Brasil, tais como chapas de aço, tintas e solventes, amarras, válvulas comuns e caldeiras. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (10/08) pelo presidente da Transpetro, Sergio Machado, que destacou a importância da licitação da empresa para a construção de 42 novos petroleiros para a indústria nacional de navipeças, que representam cerca de 65% do custo das embarcações. “Quero fazer 100% dos navios no Brasil. Isso, no entanto, não deve representar um ônus, mas um avanço. Precisamos falar a língua mundial que é de competência e competitividade”, disse Machado durante o I Encontro de Mobilização da Indústria de Navipeças, realizado na capital paulista pela Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

O encontro reuniu cerca de 350 empresários do setor, que analisaram as oportunidades a serem criadas com a licitação promovida pela empresa de transporte da Petrobras. Machado destacou que outra faixa de componentes – como hélices, âncoras, máquinas do leme e compressores -, tem viabilidade de produção no país, a partir de uma produção anual de quatro navios. Já a fabricação de uma terceira faixa de itens - que inclui, por exemplo, motores principais e bombas de carga e lastro - será viável quando a indústria de construção de navios de grande porte voltar a ocupar um patamar elevado de produção, com encomendas anuais superiores a 20 navios.

O presidente da Transpetro falou sobre a importância da aproximação de todos os agentes envolvidos no projeto de revitalização do setor de construção de grandes navios – dos governos a empresários e centros de pesquisas e universidades.“É um jogo que tem que ser vencido no coletivo. Estaleiros, indústria de navipeças, indústria siderúrgica, todos têm que fazer o dever de casa. Para isso, é preciso enfrentar os gargalos com coragem”.

Machado lembrou que a Transpetro já firmou diversos convênios neste sentido, incluindo convênios com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Centro de Excelência de Engenharia Naval e Oceânica (Ceeno), que dará suporte ao desenvolvimento tecnológico da indústria de construção naval do país, o Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) e diversas universidades. Newton Mello, presidente da Abimaq, lembrou que, depois de várias décadas, “a indústria naval brasileira recebe uma missão nobre, a encomenda da Transpetro, que revitalizará o setor. Saberemos responder a esse chamado com competência”, disse.



Fonte: Redação
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