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Petróleo e Gás

Total busca aliança com China para turbinar expansão

22/12/2009 | 11h12

A Total SA quer expandir a cooperação com a maior petrolífera da China em várias frentes, como um projeto bilionário de gás natural no norte do país e possíveis acordos com o Irã e a Venezuela, disse seu diretor-presidente, Christophe de Margerie, ao Wall Street Journal.

 

A petrolífera francesa tem investido agressivamente na cooperação com a China, embora algumas de suas tentativas já tenham tropeçado ou fracassado.

 

A cooperação reflete a crença de Margerie de que a Total pode se beneficiar mais de parcerias com concorrentes em ascensão oriundos do país mais populoso do mundo, em vez de apenas tentar competir com eles.

 

Com a tecnologia avançada e a experiência internacional da Total, juntamente com o poder crescente da China no setor petrolífero, "há uma verdadeira oportunidades para que empresas chinesas e a Total trabalhem juntas", disse Margerie ontem em Pequim, onde ele e uma equipe de executivos acompanham o primeiro-ministro da França, François Fillon, numa visita oficial.

 

"Nos países em que temos experiência, como na África e na América Latina, realmente somos melhores em sociedade do que independentes", disse Margerie.

 

A cooperação da Total com a Corporação Nacional de Petróleo da China, ou CNPC, a maior petrolífera do país, se expandiu para várias regiões politicamente delicadas em que muitas vezes é difícil fechar um acordo.

 

Margerie disse que a Total planeja fazer uma oferta conjunta com a CNPC para desenvolver um bloco de petróleo pesado no Campo Carabobo, na Venezuela. Ele não quis dar uma estimativa de prazo ou de investimento para esse possível projeto. Vários blocos de petróleo pesado devem ser leiloados no ano que vem na faixa do Orinoco, no leste da Venezuela, e cada bloco deve custar entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões, e o projeto pode incluir a construção de instalações para refinar o sulfuroso petróleo venezuelano em destilados mais leves.

 

A Total e a CNPC, juntamente com a Petronas, a petrolífera estatal da Malásia, venceram este mês o leilão pelos direitos de exploração do relativamente pequeno campo Halfaya, no Iraque. Mas a Total e a CNPC fracassaram na proposta conjunta para explorar o enorme campo iraquiano Majnoon. Margerie disse que as ofertas rivais eram altas demais para tornar o projeto lucrativo para a Total.

 

A Total também negocia com a CNPC a possibilidade de se unir para desenvolver parte do gigantesco campo de gás iraniano South Pars e exportar gás natural liquefeito, disse Margerie.

 

Mas o envolvimento da Total nesse projeto tem sido complicado, em parte, por discordâncias com a CNPC e o Irã sobre como desenvolver o projeto.

 

O Irã e a CNPC assinaram em junho um contrato para extrair gás de uma parte do South Pars chamada Fase 11. A CNPC inclusive substituiu a Total, que há tempos negociava com Teerã a exploração do campo mas queria um projeto integrado que contasse com a extração do gás, transformação em GNL e exportação do mesmo.

 

"Sempre favorecemos um projeto integrado completo" em South Pars, disse Margerie. "A CNPC e o Irã separaram os dois, a produção e o GNL, e dissemos que isso não é a nossa especialidade", acrescentou.

 

A Total continua negociando com a CNPC a possibilidade de um projeto integrado de GNL em South Pars, disse Margerie. Mas qualquer acordo precisaria da aprovação do governo iraniano, e o "Irã, no momento, parou" de negociar a área de GNL.

 

A Total e Margerie já foram criticados pelo envolvimento com o Irã, principalmente por políticos americanos críticos ao governo da república islâmica. Margerie declarou ontem que acredita que a Total deve continuar a dialogar com governos como o do Irã porque os investimentos em energia são de longo prazo e a política está sempre mudando. "Se você só disser 'Ok, há um problema hoje, então nunca mais vou me interessar por isso', aí você nunca faz nada", disse ele.

 

O executivo francês, que assumiu o commando da Total há quase três anos, expressou otimismo em relação a um projeto conjunto com a CNPC para desenvolver parte do maior campo de gás da China. As duas empresas estudam há vários anos o tecnicamente complexo Campo Sulige, na Bacia de Ordos, no norte da China, e precisam decidir até o fim de janeiro quais são os termos de um projeto que pode custar mais de US$ 1 bilhão inicialmente e vários bilhões a mais durante uma vida útil de 20 a 25 anos.

 

Margerie se disse confiante de que os dois conseguirão seguir adiante com o projeto, que ainda precisaria de aprovação final do governo chinês. A produção não deve começar antes de 2013.

 

A CNPC também está cooperando com outras petrolíferas estrangeiras. Em outubro, por exemplo, ela e a Chevron Corp. conseguiram autorização para seguir adiante com a primeira fase de um acordo de 30 anos e US$ 4,7 bilhões para desenvolver um campo de gás na Província de Sichuan, no centro da China.



Fonte: Valor Econômico
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